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Seminário em Brasília debate preservação e gestão dos bens culturais da Igreja

7 de outubro de 2026

A Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, até quinta-feira, 8 de outubro, na Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília (DF), o II Seminário Nacional de Patrimônio Cultural Católico e o III Encontro dos Equipamentos e Centros Culturais Católicos.

Realizados no contexto do Acordo de Cooperação Técnica entre a CNBB e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), os eventos têm como tema “Os bens culturais da Igreja e sua gestão integrada a serviço da evangelização”.

Patrimônio, beleza e evangelização

Para dom Gregório Paixão, presidente da Comissão para a Cultura e a Educação da CNBB, o encontro busca despertar, entre bispos, sacerdotes e leigos, um olhar mais atento para o patrimônio cultural da Igreja e para a responsabilidade de preservá-lo. Segundo ele, o Brasil possui uma riqueza cultural que precisa ser reconhecida, valorizada e colocada a serviço de todos.

“Nós recebemos uma herança maravilhosa e que precisamos conservar”, afirmou. Dom Gregório destacou ainda que a beleza presente no patrimônio da Igreja não deve ser compreendida apenas a partir de seu valor histórico ou artístico, mas também como caminho de evangelização e de formação.

O bispo ressaltou que o objetivo é fazer com que as reflexões realizadas durante o seminário ultrapassem o grupo de especialistas reunido em Brasília e alcancem as dioceses de todo o país. A expectativa é que os conteúdos sejam incorporados à formação de sacerdotes e seminaristas e também compartilhados com o povo de Deus.

Segundo ele, essa capilaridade deve contribuir para fortalecer “a preservação e o amor ao nosso patrimônio e à nossa cultura”, garantindo também às futuras gerações o acesso a essa herança.

Cultura de encontro

O encontro reúne representantes das arquidioceses, profissionais e técnicos do Iphan, integrantes de equipamentos e centros culturais católicos como museus, memoriais, arquivos e bibliotecas eclesiásticas e especialistas de diferentes áreas.

Ao longo dos quatro dias, os participantes refletem sobre preservação e sustentabilidade dos bens culturais da Igreja, identificação do patrimônio, captação de recursos e investimentos. A programação contempla ainda inventário e catalogação, conservação preventiva, Lei Rouanet, projetos de intervenção e adequação de espaços litúrgicos, além do uso de técnicas científicas e inteligência artificial aplicadas ao patrimônio cultural.

Entre os resultados esperados estão a apresentação de uma proposta de gestão integrada dos bens culturais da Igreja e a construção da Rede Eclesial Nacional de Equipamentos e Centros Culturais (RENECC).