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Homilia de Dom Geovane na criação da nova área paroquial em Nova Serrana

1 de julho de 2026

Caríssimos presbíteros, querido padre Henrique, na sua pessoa a minha saudação afetuosa aos demais presentes presbíteros presentes, catequistas, leigos e leigas atuantes nas diversas pastorais, ministros da Palavra e da Eucaristia, hoje é um dia de festa para nossa comunidade!

Reunidos aqui, realiza-se aquilo que São Cipriano dizia sobre a Igreja: a Igreja é o povo uno, unido, pela unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Eis aí o grande mistério da Igreja! Somos a Igreja viva de Deus! E esta é a nossa alegria, saber que somos uma comunidade viva chamada a seguir Jesus Cristo, a criação desta área pastoral, dentro da paróquia de São Sebastião, é um convite para que fortaleçamos mais e mais, antes de tudo a nossa amizade. Que esta área pastoral seja uma comunidade de amigos do Senhor e cultivem entre si a amizade, a unidade. Eis aí o grande convite que faço a todos que pertencem a essa área pastoral, cultivem verdadeira estima uns pelos outros, cultivem verdadeiro amor, por todos que vivem nesta área pastoral. Para que assim, juntos como irmãos e amigos, possamos ser um sinal da presença de Jesus. Possamos ser reconhecidos de fato como a verdadeira Igreja de Cristo, que nasceu do seu coração ferido. Antes de tudo, amizade, nunca se esqueçam disto. Amizade que resplandece na vida de São Crispim e São Crispiniano, amizade que resplandece na vida dos grandes Apóstolos, Pedro e Paulo, cuja solenidade nós hoje celebramos. Cultivemos a amizade entre nós! Mas, além da amizade, queremos que esta área pastoral seja também fonte de renovação espiritual para todos que vivem aqui, de fortalecimento espiritual de todos os moradores destas comunidades e isto significa que nós somos chamados a ser uma Igreja missionária, de saída e o Evangelho faz referência clara a isto.

O Evangelho nos transporta para um lugar periférico onde viviam os pagãos, a região de Cesareia de Filipe, é ali que Jesus se encontra, é ali que Jesus pede aos discípulos uma declaração de amor e que professem a sua fé. E que portanto, hoje iniciamos esse trabalho pastoral sobre o olhar dos apóstolos, Pedro e Paulo, dois missionários ardorosos, o testemunho de vida deles nos anima, nos impulsiona para sermos também missionários hoje. Cultivemos a amizade, sejamos uma Igreja missionária. O que significa isso? A visitação às famílias, o cuidado com os enfermos, o ir e vir entre as comunidades, de modo que todos que vivem aqui se sintam verdadeiramente irmanados, comprometidos com o anúncio do Evangelho.

Esta área pastoral também, é o lugar onde nós vamos viver a nossa fé, celebrando-a liturgicamente nos sacramentos, de modo especial a celebração da Eucaristia, mas também a celebração da Santa Palavra. Que esta área pastoral saiba beber da fonte pura da Palavra de Deus, valorizando a celebração da Palavra, mas também ao adorar o Cristo presente na Eucaristia, valorizando a Celebração Eucarística. O trabalho missionário realizado aqui não será feito unicamente por aquele que foi nomeado por este serviço, o padre Henrique, se pensarmos assim, estaremos condenados ao fracasso, porque a Igreja não está na mão de um bispo, de um padre, somos a Igreja viva! Todos cristão batizados, somos chamados a viver a nossa fé, e dar a nossa contribuição, na missão Evangelizadora!

Agradecemos ao padre Henrique pela sua disponibilidade e sua presença aqui, necessária, importante, sinal do cuidado do Cristo Bom Pastor, com seu povo, mas, contemplamos todos os leigos e leigas, todos os agentes de pastoral, que se unam a ele nesse mutirão evangelizador, fortalecendo mais e mais os Conselhos, em cada comunidade o Conselho Pastoral, e se não foi constituído ainda, que seja constituído o Conselho Pastoral da Área Pastoral São Crispim São Crispiniano, com representantes de todas as comunidades, para que assim o Evangelho ressoe fortemente nos lares de nossa comunidade, no coração do povo. Amizade, unidade, missão, sinodalidade, não é possível resolver as coisas sozinho. O senhor vai contar também com o apoio do padre Elisvaldo, pároco de São Sebastião, que apoia de modo generoso essa iniciativa e as questões administrativas serão confiadas a ele.

E vocês são chamados a cultivar também a amizade entre vocês, para que essa amizade seja fonte de ânimo, de alegria, para todos que estão na paróquia de São Sebastião e nesta área pastoral. Mas, é preciso que tudo isso, todo esse esforço seja expressão da nossa fé em Jesus Cristo! Essa área pastoral é esse lugar onde devemos professar a nossa fé, a exemplo do apóstolo Pedro. Jesus estava numa região distante, Cesareia de Filipe, onde estavam os pagãos, aqueles que não pertenciam ao povo da Nova Aliança, e Jesus estava naquela região. O estar de Jesus ali é muito significativo mostra o seu interesse pelos outros, acredito que aqui padre Henrique, está uma indicação preciosa, para o senhor, estar presente na vida do povo, estar junto as pessoas desta comunidade, ser presença afetuosa no meio das lideranças pastorais. Jesus estava nesta região distante, e ali ele faz uma pergunta que aparentemente soa como mera curiosidade, mas não. Qual foi a pergunta que Jesus fez? Quem dizem os homens ser o Filho do Homem? Nesta pergunta Jesus já se autodefine como Salvador, chamando a si mesmo de “Filho do Homem”, titulo escatológico que revela sua identidade, sua condição divina. Ouvindo essa pergunta, os discípulos responderam: Mestre, alguns dizem que o senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, ainda, que é Jeremias ou um dos profetas”. A fama de Jesus e seus gestos de bondade se tornaram conhecidos por muitos. E muitos quando ouviram falaram de Jesus e do modo como ele vivia e agia com as pessoas pensavam que fosse João Batista, Elias ou Jeremias. Mas, Jesus pede algo mais, aos seus discípulos e olhando nos olhos deles pergunta: E vocês que estão comigo? E vocês que condividem comigo a missão? O que vocês dizem ao meu respeito? Quem sou eu para vocês? E vós quem dizeis que eu sou? E naquela hora, Pedro tomou a palavra e ele o faz em nome dos doze, e ele diz: Tu és o Messias, o filho do Deus vivo! Ele o reconhece na humanidade de Cristo, o retratato falado de Deus, a divindade, a presença de Deus. E Jesus reconhece na palavra de Pedro, uma revelação do Pai. E por isso, confia a ele um encargo, uma missão. Missão que hoje é entregue, é conferida à Igreja. Missão que hoje é conferida e entregue aos padres: Henrique e Elisvaldo, uma atenção especial para esta área pastoral para que o Evangelho aqui seja anunciado e seja uma verdadeira rede de comunidades, anunciando a Palavra e traduzindo-a em gestos de amor, de solidariedade, para com os mais necessitados. Tu és o Messias, o filho do Deus vivo! Ouvindo isso, Jesus teceu um elogio a Pedro: beato é tu, feliz é tu, Simão filho de Jonas! Que não foi um ser humano que te revelou isso. A fé não é resultado apenas da nossa razão ou da nossa inteligência, mas é fruto da abertura do nosso coração à graça de Deus. Quem abre o coração à graça de Deus recebe dele vida, amor, esperança.

A fé é dom de Deus, cultivado, semente de amor que ele deposita no coração humano. Portanto, meus irmãos e irmãs, cultivemos pela fé uma grande amizade entre nós, sejamos todos irmãos e uma grande amizade com Jesus. Pois bem, Jesus reconheceu algo novo nas palavras de Pedro, e por isso, conferiu a ele uma missão: Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja! Por um lado Pedro é fragilidade, mas por outro ele é portador da graça de Deus, por isso, sobre a fé que ele professou se ergue a Igreja. A Igreja não se ergue sobre a fragilidade do ser humano, ela não se manteria firme ao longo do caminho, a Igreja se ergue pela ação do espírito na fé que professamos. Portanto, somos frágeis é verdade, mas portadores da graça de Cristo que habita em nós. E é sobre esta fé que se ergue a Igreja de Cristo. Pedro recebeu as chaves, símbolo do poder que é serviço, Pedro pode ligar e desligar, pode reunir, pode congregar, trazer para dentro, como ele também pode desligar, eis aí o poder da Igreja, o poder das chaves, que depois mais tarde foi ser interpretado como o processo de reconciliação. Ligar significa trazer pra dentro, voltar para a comunhão. Desligar é deixar a comunhão. Pedro recebeu este lugar. Querido padre Henrique, você recebe este encargo, que Deus conserve sempre esta alegria de trazer mais e mais irmãos para Cristo, nunca queira atrair pessoas para você. Mas, para Cristo. Esta é a missão da Igreja, atrair para Cristo! Assim seja!