Diocese realiza coletiva de imprensa para lançamento da Campanha da Fraternidade
A Diocese de Divinópolis realizou na manhã desta Quarta-feira de Cinzas, a coletiva de imprensa para o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade 2026 em âmbito diocesano. O bispo Dom Geovane Luís da Silva e Pe. Henrique Teodoro, assessor do Setor de Campanhas, foram os porta-vozes para a explanação sobre a temática de 2026.
Criada há mais de seis décadas, a Campanha da Fraternidade (CF) se consolidou como uma das principais iniciativas evangelizadoras e sociais da Igreja no Brasil. Realizada todos os anos durante a Quaresma, a ação mobiliza comunidades católicas em todo o país para unir oração, reflexão e atitudes concretas em favor dos mais vulneráveis. Em 2026, o tema escolhido retoma um desafio histórico do país: o direito à moradia digna.
A coletiva foi aberta com um pequeno vídeo produzido pela CNBB que apresentou dados: Atualmente 6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada e 328 mil pessoas vivem em situação de rua. Para a Campanha, a moradia digna é a porta de entrada para todos os demais direitos. Sem ela, faltam segurança, saúde, educação e dignidade. A CF 2026 quer estimular comunidades, poder público e sociedade civil a buscar soluções concretas para enfrentar o déficit habitacional e fortalecer políticas públicas de habitação.
Para 2026, acolhendo sugestão da Pastoral da Moradia e Favelas, os bispos escolheram o tema “Fraternidade e Moradia”, com o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). A proposta convida os cristãos a refletirem sobre a realidade habitacional do país. “Embora a moradia digna seja um direito garantido pela Constituição, milhões de brasileiros ainda vivem sem casa ou em condições precárias. Enquanto estive em Barbacena, tive a oportunidade de ter contato diretamente com essa população”, comentou o bispo.
Esta não é a primeira vez que a Igreja coloca a questão da moradia em destaque. Em 1993, a Campanha da Fraternidade trouxe o tema “Moradia” e o lema “Onde moras?” (Jo 1,39). Naquele ano, a CF denunciou a desigualdade urbana e o contraste entre a “cidade legal”, planejada e estruturada, e a “cidade irregular”, marcada por favelas, cortiços, ocupações e moradias precárias. A reflexão apontou problemas como especulação imobiliária; má distribuição do solo urbano; falta de saneamento e investimentos públicos; crescimento de favelas em áreas de risco e histórico de exclusão habitacional das populações pobres.
Padre Henrique destacou que a partir do dia 23 de fevereiro o edital para os projetos que desejam receber recursos do fundo solidário estará disponível no site da Diocese. Ele ainda destacou que a coleta da solidariedade ocorrerá no Domingo de Ramos e que portanto, todos devem contribuir e ser generosos.
Estiveram presentes à coletiva veículos de comunicação de vários tipos de mídias, leigos, representantes de comunidades e movimentos católicos, além de alguns vereadores.
Assista a coletiva, através da transmissão realizada via canal do Youtube.