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Jubileu da Misericórdia por intenção dos fiéis defuntos é celebrado na Catedral Diocesana

quinta-feira, 03 de novembro de 16 às 08:54 | Atualizado às 16:50
Jubileu da Misericórdia por intenção dos fiéis defuntos é celebrado na Catedral Diocesana

Na noite desta quarta-feira, 02 de novembro, Dia de Finados, a Diocese de Divinópolis celebrou o Jubileu da Misericórdia por intenção dos fiéis defuntos. A Catedral Diocesana ficou lotada para a celebração, onde os fiéis tiveram a oportunidade de alcançar a indulgência plenária para os seus amigos e familiares já falecidos. Dom José Carlos, presidente da celebração, no final de sua homilia, falou da Instrução ‘Ad resurgendum cum Christo’ da Congregação para a Doutrina da Fé a propósito da sepultura dos defuntos e da conservação das cinzas no caso de cremação.

 

Ouça, na íntegra, a homilia de Dom José Carlos: 

 

 

 

A próxima celebração do Jubileu da Misericórdia acontecerá no dia 13 de novembro, às 19h30. Neste dia acontecerá o Jubileu dos cuidadores da vida. Convidamos grupos e pessoas ligadas ao cuidado da vida: A.A., N.A., Amor Exigente, Casas de Recuperação de Dependentes Químicos, Abrigos, Agentes de Saúde, Pastoral da Sobriedade, Educadores, etc. Neste dia, também, acontecerá o fechamento da Porta Santa e o fechamento da etapa diocesana do Processo de Beatificação do Padre Libério. 

 

 

Ad resurgendum cum Christo

 

Realizou-se, na Sala de Imprensa da Santa Sé, no dia 25 de outubro, uma conferência de imprensa para a apresentação da Instrução ‘Ad resurgendum cum Christo’, da Congregação para a Doutrina da Fé a propósito da sepultura dos defuntos e da conservação das cinzas no caso de cremação.


Participaram da conferência o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Gerhard Müller, o Secretário da Comissão Teológica Internacional, P. Serge-Thomas Bonino, e o consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, Mons. Angel Rodríguez Luño.


Segundo o documento, “a prática da cremação difundiu-se bastante em muitas Nações e, ao mesmo tempo, difundem-se também novas ideias contrastantes com a fé da Igreja”.

 

 

Código de Direito Canônico


A norma eclesiástica vigente em matéria de cremação de cadáveres é regulada pelo Código de Direito Canônico: “A Igreja recomenda vivamente que se conserve o piedoso costume de sepultar os corpos dos defuntos; mas não proíbe a cremação, a não ser que tenha sido preferida por razões contrárias à doutrina cristã.”


“É preciso sublinhar que, não obstante esta norma, a prática da cremação se difundiu muito no âmbito da Igreja Católica. Em relação à prática de conservação das cinzas, não existe uma específica normativa canônica. Por isso, algumas Conferências Episcopais se dirigiram à Congregação para a Doutrina da Fé levantando questões acerca da prática de conservar a urna cinerária em casa ou em lugares diferentes do cemitério, e sobretudo de espalhar as cinzas na natureza”, disse o Cardeal Müller na coletiva.


“Seguindo a antiga tradição cristã, a Igreja recomenda insistentemente que os corpos dos defuntos sejam sepultados no cemitério ou num lugar sagrado. Ao lembrar a morte, sepultura e ressurreição do Senhor, mistério à luz do qual se manifesta o sentido cristão da morte, a inumação é a forma mais idônea para exprimir a fé e a esperança na ressurreição corporal. A sepultura nos cemitérios ou noutros lugares sagrados responde adequadamente à piedade e ao respeito devido aos corpos dos fiéis defuntos. Enterrando os corpos dos fiéis defuntos, a Igreja confirma a fé na ressurreição da carne e se separa de comportamentos e ritos que envolvem concepções errôneas sobre a morte: seja o aniquilamento definitivo da pessoa; seja o momento da sua fusão com a Mãe natureza ou com o universo; seja como uma etapa no processo da reencarnação; seja ainda, como a libertação definitiva da “prisão” do corpo.”

 


Conservação as cinzas


“Quaisquer que sejam as motivações legítimas que levaram à escolha da cremação do cadáver, as cinzas do defunto devem ser conservadas, por norma, num lugar sagrado, isto é, no cemitério ou, se for o caso, numa igreja ou num lugar especialmente dedicado a esse fim determinado pela autoridade eclesiástica.”


Segundo o documento, “a conservação das cinzas em casa não é consentida. Somente em casos de circunstâncias graves e excepcionais, o Ordinário, de acordo com a Conferência Episcopal ou o Sínodo dos Bispos das Igrejas Orientais, poderá autorizar a conservação das cinzas em casa. As cinzas, no entanto, não podem ser divididas entre os vários núcleos familiares e deve ser sempre assegurado o respeito e as adequadas condições de conservação das mesmas.


Para evitar qualquer tipo de equívoco panteísta, naturalista ou niilista, não é permitida a dispersão das cinzas no ar, na terra ou na água ou, ainda, em qualquer outro lugar. Exclui-se, ainda, a conservação das cinzas cremadas sob a forma de recordação comemorativa em peças de joalharia ou em outros objectos.

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