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Prefeitura decreta Estado de Emergência em Pará de Minas

terça-feira, 01 de outubro de 13 às 09:50 | Atualizado às 18:33
Prefeitura decreta Estado de Emergência em Pará de Minas

A população do município de Pará de Minas, localizado há 76 kms de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, foi surpreendida, na tarde de sexta-feira (27), com o decreto assinado pelo prefeito Antônio Júlio de Faria, confirmando estado de emergência devido à seca.

 

O município enfrenta o maior racionamento de água da história, agravado pela prolongada estiagem dos últimos meses. Mas o grande vilão dos fatos é a falta de investimentos preventivos, já que a Copasa deixou de realizar obras depois do vencimento do contrato, há cerca de quatro anos.

 

Ambientalistas também responsabilizam a concessionária por não ter cumprido suas obrigações durante o período de vigência contratual e ainda culpam as autoridades pelo fato delas nunca terem cobrado as obrigações da empresa que vem prestando serviços ao município há 30 anos.

 

Os reflexos da omissão e a restrição dos investimentos aparecem nas torneiras secas, o que está deixando a população assombrada, principalmente diante da falta de perspectivas de uma solução em curto prazo.

 

O plano operacional montado pela Copasa há algumas semanas está surtindo menos efeito que o desejado. O abastecimento ganhou reforço de caminhões pipa que buscam água no Sistema Serra Azul, no município de Juatuba. A prioridade recai sobre as creches, escolas e postos de saúde. Nos bairros, ele está sendo feito através de rodízio, mesmo assim, os moradores se queixam das dificuldades.

 

Nas partes mais altas da cidade o problema é maior por causa da topografia e do grande número de pessoas. O estado de emergência veio intensificar o processo de conscientização popular de que é preciso economizar água a todo custo, pois só assim ela será suficiente para chegar à periferia.

 

A Copasa anuncia que já tem solução para o problema e ela passa pelos investimentos de quase R$ 5 milhões, que serão feitos somente com a garantia de renovação do contrato. As discussões em torno das obrigações da concessionária duram meses e o texto já passou por várias mudanças.

 

A prefeitura deve encaminhar o projeto à Câmara no próximo mês de outubro, mas os vereadores avisam que não votarão uma matéria tão complexa assim “a toque de caixa”.

 

Ansiosos e alegando prejuízos enormes, os consumidores estão a um passo de reativar as manifestações nas ruas, o que lembraria episódios do final da década de 70, quando uma multidão interditou o centro da cidade com a intenção de impedir a chegada da Copasa a Pará de Minas.

 

Mas, independentemente da posição de todas as partes nesse triste racionamento, existem duas conclusões gerais – a primeira é que o município não se preparou para assumir o serviço, portanto, terá de mantê-lo com uma empresa especializada, mesmo que ela não seja a Copasa. E a outra unanimidade é que, nesse exato momento, só mesmo uma temporada de chuvas pode ajudar a encher os mananciais.

 

 

Por: Myrtis Pereira | Reporter Rádio Santa Cruz

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