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Paróquia de Nossa Senhora da Piedade, de Pará de Minas, celebra Setenário das Dores

terça-feira, 15 de março de 16 às 11:25 | Atualizado às 14:03
Paróquia de Nossa Senhora da Piedade, de Pará de Minas, celebra Setenário das Dores

A comunidade paroquial, que está sob a proteção de Maria Santíssima com o título de Nossa Senhora da Piedade, em Pará de Minas, se reúne do dia 13 a 19 de março, a fim de celebrar o Setenário das dores de Nossa Senhora. São encontros que nos prepararão para a vivência mais intensa e orante da semana santa, que se dará do dia 20 a 27 deste mês. A saber, as sete dores são:


1ª – O velho Simeão, homem justo e piedoso, profetiza que o menino está destinado a ser uma causa de queda e soerguimento para muitos homens e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados muitos corações. Simeão se volta para Maria e diz que uma espada transpassará a sua alma.


2ª – Um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e o orientou a fugir para o Egito com sua esposa e filho, pois queriam matar o menino. Em terras estrangeiras, sofreu provações e privações, mas crê na providência divina, que nunca desampara e abandona os seus.


3ª – Por ocasião da festa da Páscoa, Maria, José e Jesus sobem a Jerusalém. Na volta para casa, os pais não veem o filho na caravana. Voltam pelo caminho à procura do menino. Depois de três dias, acharam-no no templo, no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. 


4ª – Contemplemos e vejamos se há dor semelhante à sentida por Maria Santíssima, quando se encontrou com seu divino Filho no caminho do Calvário, carregando uma pesada cruz e insultado como se fosse um criminoso, um maldito.


5ª – Junto à cruz de Jesus, estava de pé sua mãe. Ela assiste, sem poder fazer nada, à morte dolorosa de Jesus, com a alma e o coração transpassados com as mais cruéis dores! Depois de três horas de tormentosa agonia, Jesus morre, deixando Maria abraçada pelo tão terrível sofrimento!


6ª – Com a alma imersa na mais profunda dor, Maria recebeu o corpo de seu filho Jesus em seus braços, deitaram-no em seu colo maternal. Nesta cena, de uma lado se vê tanta crueldade humana, mataram-no cruelmente e injustamente, e de outro se vê tanto amor divino, porque Jesus se entregou para a nossa salvação, para sermos justificados por sua paixão e morte.


7ª – Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos. No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Quanta dor padeceu Maria quando teve que ver sepultado seu Filho. Diante disso, Maria entrega, com confiança, seu Filho Jesus nas mãos de Deus e espera n’Ele. 


O número sete na bíblia significa perfeição. Assim, veremos que Maria sofre perfeitamente ao assumir corajosamente o projeto de Deus. Esse projeto não exclui tormentos, tribulações e provações. Mas o que a faz permanecer firme e de pé diante de tantas adversidades? O que a move à perseverança neste caminho marcado também pelos sofrimentos e dores? O Setenário nos ajuda a compreender a postura dessa mulher da fé. Nele, nas celebrações, percebemos que é a confiança absoluta e irrestrita em Deus que sustenta Nossa Senhora diante dessas realidades dolorosas. Ela se torna modelo ideal de vida cristã, porque acolhe a vontade divina sem restrições e condições, guarda todas as coisas em seu coração, meditando tudo, inclusive o sofrimento e as dores, à luz dessa entrega total ao Senhor. Ela, nem por um instante, duvida da presença protetora e cuidadora de Deus. Este a disse pelo anjo Gabriel para não temer. E nesse imperativo, ela se prende, marcando asim sua existência humana pela fé inabalável em Deus.


Com o ritual próprio, ricamente confeccionado para o Setenário, as celebrações eucarísticas se tornam fortemente espiritualizadas, favorecendo, às pessoas presentes, verdadeiras e profundas experiências de Deus. Nestes dias, compreenderemos que não devemos ficar presos ao sofrimento, à tristeza, às dores. O Setenário nos ajuda a resignificar nossas dificuldades, nossos dramas existenciais, nossas dores e fadigas, enfim, nossos inúmeros sofrimentos, acolhendo-os na fé. Para além dessas realidades difíceis, há no horizonte, a Ressurreição de Jesus e também a possibilidade de renascermos, com Ele, para uma nova vida, livre do pecado e afastados de qualquer estrutura onde reina o mal.

 

 

Por Padre Charley

Fotos: Isadora Rezende

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