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Diocese de Divinópolis abrirá Portas Santas para celebrar o Ano da Misericórdia

domingo, 13 de dezembro de 15 às 08:12 | Atualizado às 11:16
Diocese de Divinópolis abrirá Portas Santas para celebrar o Ano da Misericórdia

O que é o Ano Santo?


O Papa Francisco anunciou o Jubileu do Ano Santo da Misericórdia por meio da Bula de Proclamação Misericordiae Vultus (O Rosto da Misericórdia). O Jubileu inicia-se em 08 de dezembro de 2015 e será concluido no dia 20 de novembro de 2016, com a Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo.


A celebração do Jubileu se origina no judaísmo. Consistia em uma comemoração de um ano sabático que tinha um significado especial. A festa se realizava a cada 50 anos. Durante o ano, os escravos eram libertados, restituíam-se as propriedades às pessoas que as haviam perdido, perdoavam-se as dívidas, as terras deviam permanecer sem cultivar e se descansava. Era um ano de reconciliação geral. Na Bíblia, encontramos algumas passagens dessa celebração judaica (cf. Lv 25,8).


O que significa Jubileu?


A palavra Jubileu se inspira no termo hebreu de yobel, que se refere ao chifre do cordeiro que servia como instrumento musical. Jubileu também tem uma raiz latina, iubilum, que representa um grito de alegria. Na tradição católica, o Jubileu consiste em que durante um ano se concedem indulgências aos fiéis que cumprem certas disposições estabelecidas pelo Papa. O Jubileu pode ser ordinário ou extraordinário. A celebração do Ano Santo Ordinário acontece em um intervalo a cada 25 anos, com o objetivo de que cada geração experimente, pelo menos, uma em sua vida. Já o Ano Santo Extraordinário se proclama como celebração de um fato destacado. O Jubileu proclamado pelo Papa Francisco é um Ano Santo Extraordinário. É um convite para que, de maneira mais intensa, fixemos o olhar na Misericórdia do Pai.

 

Por que abrir uma porta no Ano Santo?


A Porta Santa, na Basílica de São Pedro, em Roma, só se abre durante um Ano Santo e significa que se abre um caminho extraordinário para a salvação. Na cerimônia de abertura, o Papa toca a porta com um martelo 3 vezes enquanto diz: “Abram-me as portas da justiça; entrando por elas confessarei ao Senhor”. Depois de aberta, entoa-se um canto de Ação de Graças e o Papa atravessa esta porta com seus colaboradores.


Na Diocese de Divinópolis, haverá duas Portas Santas. A primeira será aberta no dia 13 de dezembro, na Catedral Diocesana, em Divinópolis, às 19h30, com a Santa Missa, que será presidida pelo bispo diocesano, Dom José Carlos.


A segunda Porta será aberta no dia 20 de dezembro, às 10h, no Santuário Diocesano de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, em uma Celebração Eucarística presidida pelo Bispo Emérito, Dom José Belvino.


No vídeo, abaixo, o próprio Bispo Diocesano faz um convite a todos os fiéis da Diocese de Divinópolis; assista:


Entenda melhor o que é a Porta Santa e as indulgências alcançadas ao passar por ela


Passar pela Porta Santa significa confessar que Jesus é o Senhor, assumindo a decisão de deixar para trás o pecado para entrar na vida nova que Ele nos deu com sua morte e ressurreição. Ao passar pela Porta, o fiel pode obter uma indulgência (misericórdia).


O que são as indulgências?


Na Palavra do Pastor do mês de dezembro, que você pode conferir CLICANDO AQUI, Dom José Carlos explica, detalhadamente, o que é a indulgência. Confira!

 

Como obter a indulgência?


Para viver e obter a indulgência é necessário realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa. Neste momento, o fiel deve estar unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à celebração da Santa Eucaristia, com uma reflexão sobre a misericórdia. Será necessário acompanhar estas celebrações com a Profissão de Fé e com a Oração pelo Papa e pelas intenções do Santo Padre e para o bem da Igreja e do mundo inteiro.

 

Para obter a indulgência:


1 – O fiel deve estar em estado de graça; portanto, ter se confessado, sacramentalmente, de todos os pecados e com disposição interior de afastar-se, totalmente, do pecado, até mesmo venial;

2 – Só se obtém a indulgência plenária uma vez por dia;

3 – Deve receber a Santíssima Eucaristia;

4 – Deve rezar segundo as intenções do Sumo Pontífice. Sugere-se um Pai Nosso e uma Ave Maria;

5 – As indulgências são sempre aplicáveis a si próprio ou às almas dos falecidos, mas não às outras pessoas vivas sobre a terra. Pode-se colocar em intenção pelas almas mais necessitadas, abandonadas ou esquecidas por seus parentes e amigos.


Observação: não é necessário que a Confissão Sacramental e, em especial, a Sagrada Comunhão e a oração pelas intenções do Santo Padre sejam feitas no mesmo dia em que se cumpre a obra indulgenciada. O importante é cumprir todo o ritual, procurando não ultrapassar 30 dias.

 

Obras da misericórdia


As obras de misericórdia são as ações caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades
corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como perdoar e suportar, com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem, nomeadamente, em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem teto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. Entre estes gestos, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus. (Catecismo da Igreja Católica, 2447)



É meu vivo desejo que o povo cristão reflita, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar, cada vez mais, no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina. A pregação de Jesus apresenta-nos estas obras de misericórdia, para podermos perceber se vivemos ou não como seus discípulos. Redescubramos as obras de misericórdia corporal: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos. E não esqueçamos as obras de misericórdia espiritual: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar, com paciência, as pessoas molestas, rezar a Deus pelos vivos e defuntos. (Papa Francisco, Bula Misericordiae Vultus)

 


Quais são as obras de misericórdia?

Há catorze Obras de misericórdia: sete corporais e sete espirituais.


Obras de misericórdia corporais:
1) Dar de comer a que tem fome
2) Dar de beber a quem tem sede
3) Dar pousada aos peregrinos
4) Vestir os nus
5) Visitar os enfermos
6) Visitar os presos
7) Enterrar os mortos

 

Obras de misericórdia espirituais:
1)Ensinar os ignorantes
2) Dar bom conselho
3) Corrigir os que erram
4) Perdoar as injúrias
5) Consolar os tristes
6) Sofrer, com paciência, as fraquezas do nosso próximo
7) Rezar a Deus por vivos e defuntos


As Obras de misericórdia corporais encontram-se, na sua maioria, numa lista enunciada pelo Senhor na descrição do Juízo Final.

 

A lista das Obras de misericórdia espirituais tirou-a a Igreja de outros textos que se encontram ao longo da Bíblia e de atitudes e ensinamentos do próprio Cristo: o perdão, a correção fraterna, o consolo, suportar o sofrimento, etc.

 

 

 

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