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Porta-voz do Vaticano faz balanço da sucessão papal em 2013

segunda-feira, 30 de dezembro de 13 às 12:55 | Atualizado às
Porta-voz do Vaticano faz balanço da sucessão papal em 2013

A renúncia de Bento XVI, a eleição do Papa Francisco. 2013 foi um ano agitado para a vida na Igreja. Neste fim de ano, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, fez um balanço desses acontecimentos marcantes para a vida da Igreja.

 

O sacerdote acredita que a renúncia e a consequente escolha de um novo Papa marcaram este ano e marcarão também as próximas épocas da Igreja. "Eu penso, de fato, que terá suas consequências no que diz respeito aos próximos pontificados. É uma abertura de caminho, de uma possibilidade, que, como bem dizia Bento, justamente na sua motivação à renúncia, está ligada também aos tempos que nós estamos vivendo".

 

 

Sobre a figura do novo Papa, que em pouco tempo se tornou familiar para o mundo, padre Lombardi descreveu como impressionante a resposta aos gestos e palavras do Papa Francisco no mundo de hoje. Para ele, esses nove meses de pontificado concentraram o anúncio no amor de Deus, na Sua misericórdia, na Sua proximidade com todos e no desejo do bem e da salvação para todos.

 

"É algo que foi entendido e também entendido pela eficiência dos gestos e das palavras simples como foram ditas. A abolição, então, das barreiras entre a pessoa do Papa e as pessoas que ele encontrou foi entendido com simplicidade e de forma direta por todos. Eu acredito que pode ser lida assim esta correspondência. O Papa responde, porque interpreta efetivamente o amor de Deus Pai por todas as suas criaturas".

 

Padre Lombardi diz ainda que há uma sintonia entre a espiritualidade do Papa e o seu modo de guiar a Igreja e a espiritualidade inaciana, sobretudo no sentido de estar a caminho, buscar e encontrar a vontade de Deus. Dessa forma, ele diz que Papa Francisco de fato colocou a Igreja a caminho, com grande força, e fez isso com o seu exemplo.

 

"O fato de estar sempre a caminho, para encontrar as coisas novas que Deus nos pede, na nossa situação, na nossa vida, é algo que caracteriza profundamente, me parece, a espiritualidade e o modo de governo do Papa Francisco. Entramos em uma situação em que a Igreja foi colocada em movimento. Não são apresentados objetivos precisos, imagens precisas de como deverá ser organizada a Igreja amanhã para chegar a este objetivo. Devemos nos colocar a caminho, devemos nos converter, devemos acolher as surpresas que Deus nos faz na nossa vida e entender para onde Ele nos está chamando, também por meio das situações e realidades em que nos encontramos".

 

Para o próximo ano, a expectativa, segundo padre Lombardi, é que este impulso de renovação que o Papa Francisco trouxe possa se difundir na Igreja. Isso porque ele diz que, em certo sentido, Francisco dá um modelo de relação pastoral, que posteriormente é difundido e deve se tornar habitual em todas as partes da Igreja. "Isso é o que devemos esperar. As fatídicas mudanças estruturais, as reformas de que tanto se fala, servem enquanto ajudam, isto é, enquanto as estruturas, os instrumentos ou as organizações estão efetivamente a serviço do Espírito e do anúncio do Evangelho", declarou.

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