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Comentário ao Evangelho do 5º Domingo do Tempo Comum (Mc 1,29-39) - 04/02/18

sexta-feira, 02 de fevereiro de 18 às 17:44 | Atualizado às
Comentário ao Evangelho do 5º Domingo do Tempo Comum  (Mc 1,29-39) - 04/02/18

Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. 32À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 35De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”.
39E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

Comentário do Padre Guilherme

 

Este trecho, formado por dez versículos, apresenta três acontecimentos: Primeiro Jesus indo à casa da sogra de Simão, que estava enferma, para curá-la. Segundo as pessoas da cidade inteira levando doentes e possessos até Ele. Terceiro, Jesus Se afasta e é procurado por Simão e os companheiros.


Ao descrever a cura da sogra de Pedro, Marcos contou que Jesus tomou-a pela mão e lhe ajudou a se levantar. No Salmo 73, é dito que Deus toma Seus servos pela mão direita para os conduzi-los à glória (Sl 73,23). O gesto de Jesus pode ser visto como uma confirmação de Sua identidade, como Aquele que tem poder de vencer a morte. Jesus não realizava milagres fara fazer espetáculos, mas para mostrar como o reino de Deus entra no mundo humano.


Depois, é interessante observar que as pessoas esperaram que o dia terminasse (o sol se posse) no sábado para levar pessoas para serem curadas. Para aquele povo, o repouso sabático não poderia ser interrompido, em virtude do preceito religioso.
Jesus curava doenças e expulsava demônios. Mas na ordem dada aos demônios de se calarem, percebemos que Ele não pretendia que as pessoas soubessem exatamente quem Ele era. Mas então por que realizava milagres tão evidentes? E fazia isso publicamente. Esta contradição, no fundo, pode ser compreendida como um convite a não se querer concluir precipitadamente a respeito da identidade de Jesus antes da Sua manifestação plena: a morte e a ressurreição.


Tanto Marcos, quanto Mateus e Lucas sempre associam doenças e influências de maus espíritos. Os demônios são sempre mencionados sob o aspecto de sua influência no mundo. A obra de Jesus consiste em acabar com essa influência.

 


Em meio às atividades, Jesus se isolava em alguns momentos, como neste trecho em que Se levanta de madrugada para rezar. Até mesmo o Filho de Deus precisa de descanso e de repor Suas forças espirituais para conseguir cumprir Sua missão.

 

Encontrado pelos discípulos, Ele diz que Sua missão devia continuar. Não devia permanecer num lugar apenas. Havia muita gente, como hoje, a quem a mensagem de Deus precisava chegar.

 

Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.

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