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Com entrevista coletiva, Dom José Carlos lança a Campanha da Fraternidade 2020, na Diocese de Divinópolis

sexta-feira, 28 de fevereiro de 20 às 08:00 | Atualizado às 08:38
Com entrevista coletiva, Dom José Carlos lança a Campanha da Fraternidade 2020, na Diocese de Divinópolis

Campanha da Fraternidade 2020 faz um apelo a valorização e respeito à Vida

 

Nesta Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma, 26 de fevereiro,  a Diocese de Divinópolis organizou uma coletiva de imprensa para a divulgação e explicação do tema reflexivo da Campanha – Fraternidade e Vida: dom e compromisso. E como lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lucas 10, 33-34). O seguinte trecho foi retirado da parábola do bom samaritano que nos ensina à estarmos atentos às necessidades daqueles que encontramos pelo caminho. A prática do bom samaritano mostra que é preciso amar concretamente e nessa tarefa prática, o amor não leva em conta barreiras de raça, religião, nação ou classe social.

 

O tema vida já foi tratado em outras das mais de cinquentas edições da CF que nos propõem a CNBB, mas como os problemas ainda permanecem é preciso pensar de novo, de um modo diferente.

 

Em seu discurso, Dom José Carlos destacou que a vida é um dom, um presente que Deus nos deu e pertence a Ele; mas cabe a nós defende-la, protegê-la e cuidá-la. Precisamos honrar seriamente esse compromisso com o sagrado que é a vida ou vamos terminar no nada, se cada vez mais emana esse descuido uns com os outros. O termo vida aqui se refere: humana, vegetal ou animal, o cuidado e o respeito desde o início até seu termo natural.

 

Assim como o bom samaritano ao olhar aquela vida sofrida, sentiu compaixão e cuidou dele, é preciso também encontrar um caminho, precisamos sair do nosso comodismo e individualismo. É preciso ver e a partir dali reagir de alguma forma, mesmo sem poder fazer muito ou sem poder fazer tudo, nós podemos e precisamos fazer alguma coisa. Esse é o caminho da compaixão: ver, deixar-se compadecer-se e fazer algo, seja nos pequenos ou grandes gestos.

 

E dentro desse ato concreto, Dom José Carlos cita ações a partir do nível pessoal, particular de cada um, através da mudança de comportamento com o outro, com a família. E assim, através da forma como enxergo e lido com o meu irmão, é preciso também mudar a forma como vejo e trato a minha cidade, o lugar em que habito, exercendo ações como: juntar bem o lixo, ajudar nos processos de socorro das vidas já organizadas em diversos segmentos da sociedade e através do voto consciente, pensar em políticos capazes de uma compaixão maior. “A política é a arte da grande caridade e da grande compaixão”.

 

A vida pede socorro:  desafios humanos, pastorais e socioambiental - problemas que emergem em nossa região e carecem atenção e cuidado

 

Sabemos que a vida não se trata apenas de filosofia ou de uma temática religiosa mas da essência do ser. Em seu discurso, Dom José Carlos enfatizou sobre a compaixão, como remédio aos problemas que afligem a vida e citou alguns desafios que preocupam e infelizmente não é preciso ir longe para exemplificar:

 

  • bairros periféricos, comunidades antes rurais e que se tornaram “chacreamento urbano” mas pouco urbanizado.
  • conjuntos habitacionais sem nenhuma infraestrutura
  • população em situação de rua que vem crescendo expressivamente
  • crianças e adolescentes em vulnerabilidade familiar e social
  • aumento da automutilação entre adolescentes, adultos e idosos
  • desumanização no trânsito
  • feminicidio e violência doméstica
  • abuso de crianças e adolescentes
  • violência nas redes sociais, através de insultos, fake news, desrespeito com o outro e com a verdade
  •  complexos prisionais e as famílias dos detentos, que necessitam de cuidado e atenção
  • forte crise de sentido. Faltam ações como a escuta, convivência, espiritualidade. Há pessoas que precisam apenas do acolhimento.
  • descaso aos doentes pobres e idosos do serviço público de saúde nos hospitais e residências
  • desigualdade social
  • desemprego
  • aborto
  • suicídio
  • crise socioambiental, afinal, o meio ambiente é o lugar da vida humana e necessita de cuidado

 

 

 

Uma Igreja em saída!

 

Através da compaixão, como diria São Camilo Lelis “ter mais coração nas mãos”, remédio que através do ver, compadecer e fazer algo, podemos dar dignidade e alento a vida que carece; a Campanha da Fraternidade traz como inspiração próxima a nós: Santa Dulce do Pobres ou carinhosamente chamada como o Anjo Bom da Bahia.

 

Irmão Dulce é representada pelo cartaz que orienta a CF, como o bom samaritano dos nossos tempos. Uma mulher corajosa, que viveu entre nós e comprometida com a vida. “Vida doada é vida santificada”, assim dizia ela.  Mesmo não podendo fazer tudo ela começou com o que podia, levando os pobres e doentes para dentro de sua casa e jamais poderia imaginar nos grandes complexos hospitalares que hoje temos na Bahia e que ali nascia as Obras Sociais Irmã Dulce, atendendo a milhares de vidas que necessitam de atenção e cuidado.

 

E nesta reflexão e compaixão que a Campanha da Fraternidade 2020 nos impulsiona a olharmos para a vida: dom e compromisso, respeito e atenção, somos convidados também ao gesto concreto na Coleta da Solidariedade.

 

Neste ano, a Coleta ao Fundo Nacional da Solidariedade será realizada no dia 5 de abril, Domingo de Ramos, onde os recursos da coleta realizado em todas as Igrejas do país, são destinados a projetos diocesanos e nacionais. O valor arrecadado na coleta é destinado para a distribuição, sendo: 60% para a Diocese e 40% para a CNBB Ao todo, são quase 200 projetos atendidos com a coleta.

 

 

No vídeo abaixo, você confere, na íntegra, a exposição de Dom José Carlos sobre a Campanha da Fraternidade 2020:

 

Luana Natacha

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