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Despedida de Padre Moacir marca a festa de São Cristóvão, em Divinópolis 

terça-feira, 28 de julho de 20 às 07:10 | Atualizado às
Despedida de Padre Moacir marca a festa de São Cristóvão, em Divinópolis 

“Padre Moacir, existem coisas que acontecem independente de nossa vontade, mas quando temos uma missão a ser realizada neste mundo devemos aceitá-la, pois fazem parte do desígnio de Deus para nossas vidas”, este foi o começo do comentário inicial na missa da Festa do padroeiro na Paróquia de São Cristóvão em Divinópolis/MG, no domingo, dia 26 de julho de 2020. Missa esta, concelebrada com Padre Júlio Antônio de Castro, que marcou a despedida de Padre Moacir Chagas Tavares como pároco. 

 

A música do canto de entrada já mostrava que a emoção dominaria a celebração e realmente, marcou. Ao cantarmos “é difícil agora viver sem lembrar-me de ti”, já começávamos a sentir saudades do nosso pároco. Bastante emocionado, na saudação Padre Moacir acolheu aos fiéis presentes na Igreja e também aos que acompanharam pelas redes sociais nestes “4 anos, 5 meses e 13 dias em que caminhamos juntos. Foi tempo de muita alegria e satisfação para mim. Ficará marcada em toda a minha vida, a última paróquia em que trabalhei como pároco”, disse Padre Moacir que também agradeceu ao Padre Júlio pela dedicação e comprometimento neste período e aos funcionários da paróquia. 

 

Na homilia, começou pedindo palmas para o padroeiro e dividiu sua pregação em dois momentos. No primeiro, falou das três parábolas do evangelho de Mateus neste 17º Domingo do Tempo Comum: tesouro, pedra preciosa e dos peixes.  “O reino dos céus que vivemos aqui na terra, a nossa esperança de um dia estarmos juntos” comparou Padre Moacir que disse que na parábola o “tesouro que era só dele, alegrou imensamente por ter encontrado e guardou só para ele” e encerrou com a última parábola em que “diferentemente do que encontrou o tesouro e guardou só para ele, o da pérola sai procurando e nossa vida também é assim”, finalizou relacionando as parábolas com o padroeiro que ao admirar a figura de São Cristóvão que “procurou encontrar a Jesus, o reino dos céus. Pegava as pessoas e atravessava de um lado para outro. Não era só atitude de amor, era a sua atitude de caridade”, finalizou. Assim como o padroeiro, Padre Moacir também carregou Jesus para os seus fiéis com suas palavras nas suas missas, pregações e celebrações nestes 4 anos e meio em que esteve conosco. 


 

No segundo ponto da homilia, Padre Moacir novamente agradeceu ao Padre Júlio como também aos padres e sacerdotes que colaboraram com ele no ministério sacerdotal. No painel presente na Paróquia estavam homenagens e cartões das equipes. Já nos comentários da missa transmitida pelo Youtube (www.youtube.com/c/ParóquiaSãoCristóvãoDivinópolis), também chegavam várias manifestações de carinho dos fiéis e paroquianos. Padre Moacir agradeceu a cada um dos funcionários: o jardineiro Gilson; Eliane e Solange que ajudam na limpeza; os sacristães Leonel e Ronaldo; as secretarias Lezir e Edilene, e a Soninha que também trabalhou na secretaria paroquial; e a “mãe” Lili que trabalha na casa paroquial. Os funcionários receberam a salva de palmas dos fiéis presentes. 

 

Ao relembrar que em 1986 era para ter vindo trabalhar como pároco na Paróquia São Cristóvão e acabou indo para o Santuário do Senhor Bom Jesus, no Niterói, uma borboleta entrou pelas janelas e voou sobre Padre Moacir enquanto ele falava, “um sinal da graça de Deus” como ele disse, e era. Pois ali reinava o amor, “eterno amor. Onde reina o amor, Deus aí está”, como ouvimos no refrão orante no começo da celebração. E Deus se manifestou através da borboleta laranja. “Se não foi no meu início do meu ministério sacerdotal a trabalhar com vocês, foi no final, na minha última paróquia. Aqui sou e fui imensamente feliz”, disse Padre Moacir que relembrou São Paulo ao dizer que combateu o bom combate, terminou a carreira e guardou a fé. “Deixo a Paróquia de São Cristóvão guardada no meu coração. E vocês serão sempre esses amigos que ajudaram e colaboraram comigo para que eu fosse pároco. Muito obrigado e rezem por mim”, encerrou a última homilia sendo aplaudido de pé por alguns instantes pelos paroquianos presentes.  


 

No final da missa, Padre Moacir agradeceu as equipes e pastorais, fiéis e paroquianos. E descerrou a placa com os nomes dos padres que administraram a Paróquia de São Cristóvão desde a criação em 1972, agora com os nomes dele e de Padre Júlio e também com o nome do Padre Lúcio que assume no dia 02 de agosto de 2020 como administrador paroquial. E tal como ouvimos no canto de comunhão: “Sim, eu irei e saberei como chegar ao fim, de onde vim, aonde vou: por onde irás, irei também”, chegou ao fim após 4 anos, 5 meses e 13 dias o período em que Padre Moacir foi pároco na Paróquia São Cristóvão. Agora será lembrado com muito carinho nesta placa na entrada da Igreja e nas suas fotos que estão na secretaria e na sacristia. Como bem escreveu nossa poetisa Adélia Prado, “o que a memória ama, fica eterno”, assim ficaram eternizadas suas lembranças, ensinamentos, amizade... 

 

Após a missa, teve início a tradicional carreata que neste ano teve o seu trajeto alterado, seguindo a recomendação da Secretaria Municipal de Saúde e com o apoio da Settrans (Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Segurança Pública). O cortejo seguido com o caminhão com a imagem do padroeiro percorreu as principais ruas e avenidas do bairro Sidil. Centenas de motos, carros, ônibus e caminhões acompanharam a procissão. Em seguida, os Padres Júlio e Moacir deram a benção para os veículos e os motoristas na porta da Paróquia.  

 

Padre Moacir quem agradece somos nós seus fiéis e paroquianos, agora seus amigos. Por isso, o nosso muito obrigado para o senhor. 

 

Gratidão, Padre Moacir! 


 

Por MATEUS TEIXEIRA  

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