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Missa da Noite de Natal, na Catedral Diocesana, foi presidida por Dom José Carlos

quarta-feira, 28 de dezembro de 16 às 07:00 | Atualizado às 22:16
Missa da Noite de Natal, na Catedral Diocesana, foi presidida por Dom José Carlos

A Catedral diocesana, mais uma vez, se encheu de emoção e beleza para a Celebração, na fé, do Mistério da Encarnação de Jesus. Fiéis de todas as partes da cidade se juntaram para participar da Vigília do Natal, encerrando o tempo do Advento.


A Celebração, presidida por dom José Carlos,  concelebrada pelo Cura da Catedral, padre Luis Carlos Amorim, e pelo  Procurador do Patriarcado de Antioquia dos católicos sírios na Santa Sé, no Vaticano, Monsenhor George Masri, aconteceu na noite do dia  24 de dezembro, às 20 horas.



O bispo iniciou sua homilia fazendo uma leitura da realidade atual e questionando: “Onde está a Grande Luz se a  humanidade ainda vive em caminhos obscuros, as sombras da morte rondam ceifando, precocemente, muitas vidas? Tudo parece estar sendo devorado pela chama da violência, da corrupção,  da insensibilidade.  Ainda reina o desequilíbrio, a injustiça, a impiedade e a maldade ainda salta os olhos."



Reforçou  que todos têm que se perguntar isso antes de celebrar, de novo, o Natal de Jesus. Disse que a resposta a esse questionamento estaria no  final do versículo 7, do capitulo 2 de São Lucas, “Maria deu  à luz seu filho primogênito. Ela o enfaixou, e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles dentro da casa.”



Porque não havia lugar para Ele. Não havia lugar para o Messias Jesus, para o Deus que desceu para salvar. Porque não havia corações aquecidos,  foi preciso enfaixar o menino, que não nasceu para faixas, mas para habitar os corações.  O coração quente dispensa faixas. Aqui está a resposta diante da novidade e da bondade  que deveriam existir no mundo depois do  Messias.



Sugeriu a todos os fiéis  que olhassem para dentro de si e se perguntassem onde Jesus se hospedou dentro de você?



Infelizmente, muitos hospedaram o Messias na cabeça, sabem muito de Jesus, mas não vivem e não agem como Jesus. Outros  hospedaram  nos pés, conseguem  até se ocupar, missionariamente, de Jesus, mas aquilo que ensinam aos outros  não conseguem viver para si mesmos, outros, talvez, tenham feito Jesus nascer na barriga, porque  comerão e beberão às custas de Jesus na ceia natalina.



Deus não mente, não engana, não promete aquilo que não pode cumprir. O amor zeloso do Senhor há de realizar as promessas.  E se essas coisas novas e boas não estão acontecendo é porque,  o lugar que Jesus nasceu em cada um,  ainda, não seja o coração.



Enquanto Deus não se hospedar no coração,  o  novo de Deus não vai entrar no mundo. Se Deus não estiver no coração não vai haver saúde espiritual e nem salvação.
É preciso dar saúde espiritual ao mundo a partir de si. Enquanto não for capaz de acolher em si a salvação de  Deus, que é Jesus,  o mundo não terá saúde espiritual.



O remédio para a saúde espiritual é Jesus. O mundo continuará doente se não  tomar da saúde, da salvação que Deus oferece em Jesus.


Se Jesus não fosse Deus  ele não seria remédio e se não fosse humano  não seria alguém para ser imitado. Mas  ele é Deus e humano,  por isso é remédio e imitável.



No meio de um mundo confuso o Messias é conselheiro admirável, no mundo cheio de fraquezas, o Messias é um Deus forte,  no meio de indecisões e insegurança, o Messias é o  pai dos tempos futuros , no meio de um mundo de guerras o Messias  é príncipe da paz.



Deus tem o remédio,  e não tomado o remédio, Jesus, ainda,  ocupa uma área superficial da vida das pessoas. Ele, ainda, está na periferia do ser, ele, ainda,  não tomou a centralidade da casa interior, não chegou ao coração. Enquanto ele estiver fora do coração das pessoas,  Ele vai precisar de faixas para se aquecer diante do frio de descrença, da  insensibilidade, da incredulidade.



Quando o  coração  de cada um  for hospedaria favorável,   ali,  Ele vai crescer a ponto de dar forma  à vida, fazer  crescer  a experiência de fé sadia,  madura, séria. Cada um terá a forma de Jesus  e agirá e pensará   como Ele. Essa é a novidade que Deus quer para todos.



O bispo terminou a sua homilia desejando que  o Natal desse ano seja diferente dos outros natais.


Que todos recoloquem Jesus no  centro  da  vida, da  alma e do  coração.


Se o coração não for Cristo, não se tem  vida,  não se tem  saúde, não se tem  salvação,  nem para si,  nem para o mundo. Está na hora de hospedar Jesus, para que, a partir Dele, existam sonhos  para o mundo, pois  os sonhos de Deus  são sempre sonhos bons.



Os participantes da Celebração, tiveram a oportunidade de ouvir  com a Consagração e a oração do Pai Nosso, proferidos pelo Monsenhor Masri, na língua de Jesus. Realmente, foram momentos inesquecíveis de fé, emoção e beleza.



Por Maria Teresa Fernandes Lopes

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