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Catedral: um olhar à cruz

sábado, 26 de março de 16 às 18:25 | Atualizado às 10:09
Catedral: um olhar à cruz

Muitos fiéis estiveram presentes, às 15h, na Igreja mãe da Diocese, para a Solene Celebração da Paixão do Senhor, presidida por dom José Carlos.



A dor sempre incomoda e provoca lamentos dolorosos.  Jesus de Nazaré experimentou a  grande dor de ser pregado numa cruz. Receber tal condenação, após ter feito unicamente o bem, é mais do que dolorido.  Nesse dia de jejum e abstinência de carne,  as diversidades de manifestações, observadas nos fiéis, demonstravam sinceros desejos de remissão dos seus pecados. Muitos se silenciavam, outros cantavam, olhavam e acariciavam a  cruz, se irmanando com aquela eloquente dor.



“Chegou a hora de Jesus” proferiu o bispo, iniciando a homilia. Vivencia-se, neste dia, experimentos da ausência do Senhor. Paixão é lugar da revelação da identidade de Jesus, é Jesus que se entrega à  morte, Ele dá livremente a sua vida. A Paixão é um ato oferente de Jesus, portanto, os cristãos são chamados a contemplá-la  e reagir a ela como um ato de fé.



A Paixão de Jesus é um convite ao ato de acreditar Nele, de crer que Ele é Deus. Crer Naquele que carregou sobre si a  expressão máxima de amor,  que tomou sobre si todas as enfermidades da humanidade, sofreu suas dores, foi ferido por causa de todos os pecados. Ninguém amou assim e diante desse Amor não se pode deixar de crer.



O bispo desejou que, ao voltarem para casa, os fiéis não voltem  como pessoas alimentadas só pela  indignação diante da morte do Senhor, não só estarrecidos com  aquilo que fizeram com Jesus , isto é pouco, muito pouco.


Devem voltar para casa fazendo com que essa  indignação e estarrecimento, diante da morte de Jesus, os  leve a crer, acreditar mais em Jesus.  Acreditar  que ninguém amou desse modo, que  devem dar a Ele o coração. É isso que Ele quer. Jesus quer  a fé das pessoas. Por isso, amou-os até o fim,  até doer, até morrer por todos. “Não se pode deixar de reagir a um amor assim”, concluiu o bispo.



Mais à noite,  aconteceu o emocionante Sermão do Descendimento, proferido pelo padre Carlos Eduardo. Logo em seguida, a Solene Procissão do Enterro, que mesmo sob chuva, contou com a participação de verdadeira multidão e, por fim, a veneração das imagens.

 

Por Maria Teresa Fernandes

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