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Comentário ao Evangelho do 4º Domingo do Advento (Lc 1,26-38) 20/12/20

sábado, 19 de dezembro de 20 às 17:47 | Atualizado às
Comentário ao Evangelho do 4º Domingo do Advento (Lc 1,26-38) 20/12/20

 

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

Comentário do Padre Guilherme

 

A esperança da maior parte do povo de Israel é que o Messias viria de forma triunfal, um rei de grande poder político. Contrariando as expectativas humanas, o anúncio do nascimento de Jesus foi feito a uma jovem pobre, moradora de uma cidade sem relevância e que sequer aparece citada no Antigo Testamento. O nascimento ocorreu em situação ainda mais humilde: numa gruta usada como estábulo, na cidade de Belém.


O diálogo entre Maria e o anjo reforça a ideia da virgindade. Mesmo já comprometida com José, ainda não moravam juntos. No costume religioso, transcorria certo tempo de espera antes que o marido levasse sua esposa para casa e iniciassem o relacionamento de casal.


As palavras da saudação do anjo ecoam anúncios de salvação da Escritura, que sempre falavam em alegria (Sf 3,14; Zc 9,9, Jl 2,21). Também o anjo afirmar que o Senhor estava com Maria reflete situações comuns do Antigo Testamento, quando alguém tinha uma missão relevante para a história da salvação (Ex 3,12; Jz 6,12; Jr 1,8.19; 15,20; Gn 26,24; 28,15).


Maria foi percebendo que as falas da saudação eram preparação para algo maior a ser anunciado. Ela foi compreendendo que havia um mistério por trás. Sendo praticante da religião de Israel, ela vivia na espera da chegada do Messias. Ao ouvir as explicações do mensageiro, Maria foi se descobrindo próxima do centro da história da salvação, já que o Salvador viria através dela. Colocou-se não com atitude de escrava, mas de serva. O servo cumpre sua tarefa querendo realizar a vontade de seu senhor.
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*Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.

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