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Matriz de São Gonçalo

terça-feira, 01 de julho de 14 às 13:54 | Atualizado às 17:41
Matriz de São Gonçalo

Matriz de São Gonçalo

Centro

 

Os bandeirantes vindos de São Paulo e que se fixaram em Pitangui, revoltaram-se contra os portugueses e estes se espalharam pela região.

Conta a tradição que um deles, Felipe de Freitas, iniciou um povoamento, que deu o nome de Paragem do Rio Acima.
Em 1753, os moradores das “paragens de São Gonçalo do Pará  Acima, fizeram um pedido a D. Frei Manoel da Cruz, para erigirem uma capela em honra a São Gonçalo, para que pudessem receber os sacramentos pelas visitas do Vigário de Pitangui. O pedido foi concedido por provisão de 17/12/1753, embora exista provisão de 06/04/1754, mandando erigir Capelas naquelas paragens. Existem três versões para a escolha de São Gonçalo, como padroeiro; uma diz que uma imagem do santo foi encontrada próxima ao hoje conhecido povoado chamado por Ribeirão dos Morais. Teria a imagem sida cuidadosamente guardada e entronizada na capela primitiva. Hoje se encontra no altar-mor da Matriz. Outra versão é que, sendo São Gonçalo de nacionalidade portuguesa e a maioria dos signatários do pedido de 1753, seus conterrâneos, resolveram homenageá-lo. A terceira versão é que, entre os mesmo signatários, encontrava-se Gonçalo Vaz, que talvez fosse o mais poderoso deles.


Mais tarde, outros moradores doaram o patrimônio para a Capela. O documento, registrado na Cúria de Mariana, em 5 de dezembro do ano 1777, informa que foram muitos os doares, mas dá apenas o nome de um deles: Mateus Ribeiro. A Capela Filial de Pitangui foi elevada a Freguesia e Paróquia em 20/05/1856, por força da Lei nº. 765. A Matriz foi erguida no lugar da Capela primitiva. O primeiro vigário foi o Pe. Francisco Calixto da Fonseca, apresentado por C. I. de 04/06/1858 e colado a dois de agosto seguinte. Paroquiou até 06/08/1864, quando conseguiu, por força da Lei nº. 1.196, a supressão da Paróquia, que passou a simples Curato da Paróquia de Carmo do Cajuru. O fato se deu em virtude de haver o Vigário se candidatado a uma cadeira na Assembleia Provincial e de ter obtido maior votação em Cajuru do que em São Gonçalo.


A definitiva criação da Paróquia deu-se em 15/09/1870, em virtude da Lei n. 1.635. Foi nomeado Vigário, o primeiro dessa segunda fase, o Pe. Izaias José da Silva Marques. Seguiram-se a ele os Padres: Caetano Maria Romanelle de Philão, Hipólito de Oliveira Campos, Joaquim Xavier Lopes Cançado, Sebastião da Costa Gontijo, Ignácio de Oliveira campos, Fortunato de Souza Pereira, Oscar Ferreira da Silva, Antônio Assumpção de Freitas, Frei José Alexandre, Vicente Maria Cornélio de Paula Borges, José Joaquim Batista Queiroz, João Parreira Vilaça, José de Souza Nobre, Marciano Gonçalves de Siqueira, Jésus do Vale Mendonça, Altamiro de Faria, José Raimundo de Freitas, José Katulan, Agostinho Ferreira Gomes e Raul Silva (os dois filhos da terra). Frei Pedro Paulo Chiaretti,OFM, Roberto Cordeiro Martins, Jair Simão, Cléver Geraldo de Souza, Sebastião de Faria Ramos, Pe. Geraldo Maia, Pe. Cláudio e, atualmente, Pe. Valmir D'Eça. Importante acontecimento verificou-se nos verdes anos da Paróquia, quando da passagem dos Missionários Capuchinhos, que ali fizeram construir o cemitério. Vale ressaltar que estes Missionários foram de uma extraordinária valia para o povo de Minas Gerais. Sem contar as inúmeras Igrejas e templos que levantaram, construíram 49 cemitérios pelos lugares onde passaram.
Na paróquia funcionam os movimentos: Legião de Maria, Cursilho, Apostolado da Oração e  Renovação Carismática, as pastorais da Liturgia, Juventude e Catequese, Restaurante da Criança, familiar, jovens, Crisma, Grupos de Reflexão e Asilo dos Idosos.

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