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Capela Nossa Senhora das Graças

sexta-feira, 10 de maio de 13 às 13:31 | Atualizado às 22:04
Capela Nossa Senhora das Graças

Capela Nossa Senhora das Graças

Bairro Nossa Senhora das Graças

 

O bairro do Açude, hoje parte integrante do bairro Nossa Senhora das Graças, tinha este nome porque bem próximo do local onde está a Igreja de Nossa Senhora das Graças, havia um açude que abastecia de água boa parte do antigo Arranca-Toco.


Antes não era nada, com o tempo surgiu um Cruzeiro em um terreno doado pela matriarca Dona Messias Novato.


Em 22 de junho de 1947, por ocasião de uma procissão de São Bento em peregrinação ao Cruzeiro do Açude, O Padre Sinfrônio , então vigário, em sua habitual exortação aos fiéis,
mostrou uma estampa de Nossa Senhora das Graças em cujo verso havia a fotografia de um Padre (provavelmente Padre Antônio, Frei Orlando ou padre Eustáquio). Levado pela emoção, prometeu construir ali, naquele local, uma Capela dedicada a Nossa Senhora das Graças. Foi o  incentivo que faltava.


A população do bairro mobilizou-se. Formou-se naquele mesmo dia uma Comissão encarregada de angariar fundos para a construção da Capela.


Presidente: Benjamim Medeiros (Benjamim Novato), Secretário:     Otaviano José de Araújo (Tavico Araujo), Tesoureiro: João Luiz da Silva (João Eduardo), Provedor:       D. Rosa Tolêdo, Leilôes:          José Bento filho (Zé Cúia), Quermesses: José Cândido da Silva (Juca Tita), Membros: Olímpia Maria de Jesus, Afonso José da Silva (Afonso da Candinha),   Cornélio Reis, José Francisco Filho (Zé Vaz), Benedito Lopes.Construção: Encarregado: João Sergio Gondim (João Eleutério), Pedreiros: Geraldo Basílio Gondim (Geraldo Eleutério), Manoel Guilherme Vilela (Manoelzinho da Santa), José Crisóstomo Azevedo (Zico Crisóstomo), Ajudantes: Geraldo Roberto de Morais (Lái da D. Batistina), João Mariano Teixeira (Zico da Dulica), João Lino do Nascimento (Dão da D. Geralda), Dionísio Alves Gondim, Ovídio (?), Duca Olaia (?), Sebastiâo Olaia (?) Benedito Paulo. Carpinteiros:  Ranulfo Mendes, Antônio Cândido da Silva ( Antônio Tita), Afonso Candinho. Transporte de Materiais: João Eduardo, Sebastião de Assis Teixeira. Madeira de telhado: doação de Benedito Lopes e Landico Melo . Torneamento e arte final de castiçais, bancos, Crucifixos, : José Candido da Silva (Juca Tita).
Havia também um grupo de Mulheres lideradas por Dona Olímpia que cuidavam dos trabalhos mais leves e da arrecadação de dinheiro e materiais para prosseguimento das obras.


A “Pedra Fundamental” foi colocada em 5 de outubro de 1948. Estavam presentes além de habitantes do bairro. O Sr. Prefeito Municipal; Teodoro Afonso Lamounier Neto e o Vigário paroquial Padre Sinfrônio. Junto com a Pedra Fundamental foi enterrado no “pé direito da Igreja” um pequeno cofre de bronze, contendo uma carta proclamação do Sr. Prefeito e outras informações alusivas à data. A Pedra Fundamental foi assentada pelo pedreiro Manoel Guilherme Vilela, casado com Elvira Gondim Vilela, (Dona Santa), pais de Flor de Liz Vilela Mesquita, casada com Higino Rabelo Mesquita. O ajudante foi o Sr. João Lino dos Santos, o “Dão” da Dona Geralda, da travessa Manoel Chico.


A Igreja foi consagrada em 28 de novembro de 1949 e em 17 de junho de 1950, finalmente a imagem grande de Nossa Senhora das Graças foi entronizada na igreja, depois de uma operação apoiada, e dizem que até  certo ponto planejada pelo Padre Hiltom Gonçalves de Souza, embora sem nada que comprove,  que mais lembrava um rapto que mesmo uma procissão. O fato foi transformado pela tradição oral em um “causo” curioso na tradição do bairro.

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