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Matriz de Nossa Senhora da Piedade

sexta-feira, 08 de agosto de 14 às 16:21 | Atualizado às
Matriz de Nossa Senhora da Piedade

Matriz de Nossa Senhora da Piedade

Centro

 

 

Patafúfio ou Parafufo, segundo a tradição, advém da alcunha, de como era conhecido o primeiro morador da futura Pará de Minas, de nome Manoel Batista, um português, talvez comerciante que se instalou ali, para comerciar com paulistas e forasteiros.

Segundo o historiador Côn. Trindade, em 3 de julho de 1772, foi apresentada uma petição dos moradores do Patafúfio, freguesia de Pitangui, para erigirem uma Capela com a invocação que escolherem os moradores, e no sítio que marcar o Padre João Pimenta da Costa.
A pequena Capela deu origem à futura Matriz da Paróquia criada em 8 de abril de 1846, pela Lei Provincial nº. 312, com o nome de Paróquia de Nossa Senhora da Piedade do Patafufo. Foi, no entanto, suprimida em 31 de maio de 1850, pela lei nº. 472, sendo restaurada em 8 de junho de 1858 com o nome de Paróquia de Nossa Senhora da Piedade do Pará. Seu primeiro Vigário foi o Pe. Luiz Machado de Castro que ficou a frente da nova Paróquia até outubro de 1847. Assumiu em 12 de outubro de 1847 como vigário colado, o Rev.mo.  Pe. Paulino Alves de Fé, que permaneceu no cargo até o seu falecimento em 24 de outubro de 1906. Com a morte do Pe. Paulino assumiu a Paróquia em 1º. de novembro de 1906, o Rev.mo Pe. José Pereira Coelho (Pe. Zeca), num paroquiato que durou até 05 de julho de 1940, quando faleceu. No período do Pe. Zeca, em 1992, Pe. Evaristo Firmino Ribeiro, o substituiu durante uma licença. Na enfermidade do Pe. Zeca estiveram dirigindo os destinos da Paróquia os Padres José Viegas da Fonseca e Pe. José de Souza Nobre que, coincidentemente, estiveram envolvidos com a política, O primeiro Prefeito Municipal e, o segundo, chegou até a Câmara Federal.
Pe. José Viegas substituiu Pe. Zeca, assumindo a Paróquia em 05 de julho de 1940 até 30 de outubro de 1947. Neste ano afasta-se do cargo para ser Prefeito da cidade de Pará de Minas. Reassume a Paróquia em 1º. de fevereiro de 1951, a qual fica sob sua responsabilidade até 1953.
Durante o período de seu afastamento, foi nomeado o Pe. José de Souza Nobre que se manteve no cargo de 20 de março de 1949 a 1951.
Pe. Viegas foi substituído por Pe. Geraldo Maria de Morais Penido, em 16 de fevereiro de 1953 que permaneceu no cargo até 17 de março de 1956, quando foi eleito Bispo Auxiliar de Belo Horizonte, sendo depois promovido a Arcebispo de Juiz de Fora, Posteriormente, ocupou o cargo de Arcebispo Metropolitano de Aparecida-SP, até outubro de 2002 quando faleceu. Entre a Ordenação Episcopal de Dom Geraldo e a chegada do novo pároco, em 1956, o Pe. Grevy Guimarães de Almeida, paraminense, dirigiu a Paróquia de Março a agosto.
Em 26 de agosto de 1956, toma posse o Revmo. Pe. Gabriel Hugo da Costa Bittencourt, recém-nomeado pelo Exmo, e Revmo Senhor Dom Geraldo Maria de Morais Penido e confirmado oficialmente pela Santa Sé como pároco amovível de Pará de Minas, em 28 de outubro de 1956. Por reconhecimento dos inúmeros feitos nesta paróquia, Dom Cristiano Portela de Araújo Pena deu o título de Cônego a Pe. Hugo, que permaneceu no cargo até 27 de novembro de 2003, quando faleceu. Durante seu paroquiato, foi substituído pelo Pe. Antônio Pontello de 26 de setembro de 1963 a 07 de Julho de 1964, período em que o Pe. Hugo esteve na Bélgica, fazendo um curso de Liturgia Pastoral. Em 25 de junho de 2002, Cônego Hugo, gravemente enfermo, é substituído pelo Vigário Forâneo, Pe. Rafael Caetano Moreira, pároco da Paróquia de São Pedro, de 03 de julho a 05 de agosto. Em 06 de agosto de 2002, Dom José Belvino do Nascimento, Bispo Diocesano de Divinópolis, designou para a paróquia o Pe. Paulo Pereira, muito querido pelo Cônego Hugo, pois foi seu coroinha, último Sacristão da Antiga Matriz e o primeiro da nova Matriz, hoje Santuário, para que, durante a sua enfermidade, o substituísse como administrador paroquial até que tivesse condições de reassumir as suas funções. Com a morte de Cônego Hugo, em 27 de novembro de 2002, na missa de corpo presente, Dom José anunciou que o Pe. Paulo Pereira, também paraminense, filho espiritual do Cônego Hugo, permaneceria à frente da paróquia. Em 16 de janeiro de 2003, o nomeia pároco, cargo que exerce até a presente data.
Ao longo desses 160 anos de vida, fé e trabalho, os párocos (vigários) contaram com a preciosa ajuda de coadjutores e/ou cooperadores. No tempo do Pe. Paulino Alves da Fé: Pe. Antônio Soares Diniz (Pe. Nico), Pe. Miguel Vital de Freitas Mourão e Pe. José Pereira Coelho (Pe. Zeca). No tempo do Pe. José Pereira Coelho: Pe. Silvestre Pereira Coelho (seu irmão), Pe. Fortunato, Pe. Inácio Campos, Pe. José de Melo Veado, Pe. José Assunção, Pe. José de Queiroz, Pe. Aventino Machado, Pe. José Siqueira e Pe. José Viegas da Fonseca. No tempo do Pe. José Viegas da Fonseca: Pe. Grevy Guimarães de Almeida e Pe. Jésus do Vale Mendonça. No tempo do Cônego Hugo: Pe. Grevy Guimarães de Almeida, vários padres Salesianos e o Pe. Francisco de Assis Pereira. Atualmente, no paroquiato do Pe. Paulo Pereira: Pe. Adriano José de Oliveira, Pe. Everaldo Quirino Ferreira e Pe. Marcelo Luiz Caixeta, Vigário Paroquiais, contando ainda com a ajuda de Pe. Francisco de Assis Pereira e dos padres Salesianos quando possível.
Desde que foi criada, a Paróquia de Nossa Senhora da Piedade teve três matrizes: a primeira, em estilo barroco, com duas torres, permaneceu até o final do século XIX. Data de 1897, a Portaria de Dom Silvério Gomes Pimenta, Bispo de Mariana, nomeando uma Comissão para a reconstrução da nova matriz, que havia sido demolida em 1899.
Essa comissão era presidida pelo Revmº. Sr. Pe. Miguel Vital de Freitas Mourão, coadjutor do Vigário, o Revmº. Sr. Pe Paulino Alves da Fé. Quando Pe. Vital foi transferido para Abaeté, o Revmº. Sr. Pe. José Pereira Coelho (Pe. Zeca), que havia sido nomeado coadjutor, em 1900, assumiu a direção das obras. Na noite de 31 de dezembro de 1900, para 1º. de janeiro de 1901, ela foi inaugurada. Essa seria a segunda matriz e possuía uma só torre ao centro. Segundo o escritor José Augusto Corrêa de Miranda, quando Pe. Zeca passou a ser vigário, ele continuou a sua remodelação, melhorando-a sempre. Foram acrescentadas torres laterais, decoração artística de rara perfeição, ladrilhos de muito bom gosto, e a nave tornou-se suntuosa. Pe. José Viegas da Fonseca marcou também a sua passagem por ela, suprindo-a de novos móveis e refazendo o telhado. Essa permaneceu até 1971, quando foi demolida.
A terceira e atual teve sua construção imponente iniciada, em 11 de março de 1963, ocasião em que o saudoso Cônego Hugo rezou o terço, no local, com as pessoas presentes, os construtores e os operários. A Pedra Fundamental foi colocada  definitivamente no seu lugar e, a nova Matriz de Nossa Senhora da Piedade, foi sagrada pelo Núncio Apostólico Dom Humberto Mozzoni, em 09 de abril de 1972. Em 08 de dezembro de 1988, através do Decreto nº. 42, Dom José Costa Campos elevou a nova Matriz de Nossa Senhora da Piedade à categoria de Santuário Diocesano sendo oficialmente instalado em 18 de dezembro de 1988.
Ao longo de 160 anos de história, a história, a paróquia teve quatro imagens da padroeira. A primitiva, de origem desconhecida, é esculpida em madeira e tem o corpo de Jesus em tamanho reduzido, como se o escultor expressasse, com a sua arte, o que Jesus se sentiu, como humano, naquele momento: indefeso, imensa dor, pequeno demais perante a todos os que o crucificara. Mas essa imagem torna-se muito grande porque traz a resposta de Deus: exorável ato a seu povo, pois com o sofrimento de seu Filho, houve a redenção para a humanidade.  Foi pintada pelo artista Italiano Pagnaco, que também deixou sua arte em toda a Capela-mor da antiga Matriz. A segunda, branca, de mármore, colocada sobre uma coluna especialmente desenhada para ela, foi introduzida na Nova Matriz, no dia de sua sagração, em 09 de abril de 1972. Hoje, encontra-se, na Avenida Professor Melo Cançado, acolhendo e abençoando, com o seu carinho de mãe, a todos os que chegam à nossa cidade, descendo pela Avenida Ovídio de Abreu. A terceira, de gesso, colocada no altar-mor da Nova Matriz, em 1978, foi doada à Paróquia de São Pedro. A quarta é uma cópia da “Pietá” de Michel Ângelo, esculpida em cedro, obra do artista Carlos campos Maia, do Rio de Janeiro. Aqui chegou, em 10 de setembro de 1978. Dom Cristiano Portela de Araújos Penna abençoou-a. Está, atualmente, em lugar de honra, no presbitério do Santuário, tendo ao fundo a Cruz com lençol branco, recordando o descendimento do corpo de Jesus e posto em seu colo de mãe.
Atualmente, nossa paróquia é formada por 10 Comunidades urbanas: Santuário, Nossa Senhora de Fátima, São Geraldo, Santa Rita de Cássia, São Cristóvão, Santa Luzia, São Sebastião, Santa Inês, Nosso Senhor dos Passos e a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, e 02 Comunidades rurais, Meireles e Trindade. Foram criados Conselhos Pastorais em 07 Comunidades que animam, coordenam, dinamizam as atividades pastorais. Com o 7º. Plano de Ação Pastoral, emanado da 10ª. Assembléia Diocesana de Pastoral, a Paróquia implantou a setorização buscando atender ao que foi definido pelo 7º. Plano de Ação Pastoral, a saber: Setor Familiar, Litúrgico, Social e de Comunicação e Economia. Em novembro de 2004, a Paróquia realizou a sua 5ª Assembléia Paroquial de Pastoral definindo metas a curto, médio e longo prazo que estão sendo implementados.
Por ocasião da celebração dos 160 anos de criação da Paróquia de Nossa Senhora da Piedade em 08 de abril de 2006 e dos 34 anos da Sagração da Matriz de Nossa Senhora da Piedade, celebrado no dia 09, fez-se uma levantamento do número de sacerdotes filhos desta terra chegando ao número de 32, número esse que poderá crescer dado que não foi possível fazer o devido levantamento junto às Congregações e ordens religiosas que tem o seu seio sacerdotes desta terra.
A história dos sacerdotes Pará-minenses não difere daquela de seus irmãos sacerdotes de qualquer lugar, porque todos, com o mesmo ideal, servem intensamente na messe do Senhor, como operários, colhendo sua graça que se revela por meio de sua palavra evangelizadora, com que têm conseguido de muitos a conversão e o caminhar para a santidade.
Contudo esta cidade tem o privilégio de receber de seus filhos sacerdotes de várias épocas, os melhores meios para uma vida feliz, provindos de suas ações que se perpetuam pela sua fé, exemplo de vida, por todas as obras realizadas sob sua visão também administrativa e, sobretudo, pelos novos operários que, como seus antecessores, os sacerdotes atuais, com carinho de um pai, os conduzem até a messe do Senhor.

 

 

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