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Capela de São José

segunda-feira, 19 de agosto de 13 às 14:55 | Atualizado às
Capela de São José

Capela de São José 

Borges

 

 

 


Tudo o que de mais gigante e concreto que existe, teve seu início em algo humilde e corriqueiro. Porém, movido pela graça, força e fé de que o pouco que se tinha daria bons resultados, contribuindo de forma positiva aos que a este projeto foram consagrados.

 


A história da Igreja de São José de Borges não é diferente, para que ela se erguesse em cimento e tijolos, foi necessário uma grande força de vontade por parte de muitas pessoas, que mesmo em meio a humildade da época mantinham acesa a luz da fé e do compromisso  com o irmão.

 


Falar do passado de fé do brasileiro é algo extremamente difícil. Quando você pensa ter descoberto o ponto, onde tudo começou surge outras histórias de amor a Dejus que remontam a um passado ainda mais distante. Já que somos um povo humilde e sofredor, onde a maior fortaleza é, e sempre foi, a fé de que  com Deus não há nada que nos possa abater. Assim trazemos de tempos distantes histórias de fé que cuminam na realidade atual.

 


Diferente das histórias de fé, nossa igreja é de formação recente. Graças a isto por muito tempo celebrou-se missas aos pés de um cruzeiro ( atualmente a propriedade que fazia proximidade com este cruzeiro, pertence a Joaquim Caetano Machado). Sobre estas missas destaca-se  o fato de que o celebrante, Pe. Alberto, fazia sua trajetória de Camacho à Borges sobre um cavalo. Vale ressaltar que fazia o mesmo para várias outras comunidades. Em épocas de chuva como não havia condições de se celebrar neste local e a comunidade não podia ficar sem suas raras missas, estas, se passavam em uma escola erguida por Geraldo Cândido ( tal escola se localizava onde é hoje a propriedade de Adelmo Marques de Oliveira.

 


Na casa de João Candido, havia uma capelinha de Santo Antônio, construída pelo mesmo, onde a comunidade se reunia para rezar novenas..., missas no dia de Santo Antônio. Diz-se que a comunidade gostava muito destes momentos, já que era difícil a celebração de missas devido a dificuldade que os padres da época tinham em se dirigir à Borges.

 


Sobre João Candido destaca-se a sua disponibilidade em ajudar os necessitados. Fundou a conferência de São Geraldo e com muita luta a firmou, colocando-a como meio de auxílio aos necessitados, o fazia por meio  das colaborações que recebia dos membros. Quando tais colaborações não eram o suficiente, pedia ajuda de casa em casa. Para isto contava com a boa vontade e a humildade das pessoas, que sabiam dividir o pouco que  tinham.  Um fato interessante é que as coletas eram feitas de casa em casa e não na igreja, como é hoje.

 


Outra casa onde havia as mesmas celebrações, pertencia a “Mane Pintinho”. Havia no interior desta uma capela, a qual não mais existe, onde a comunidade se reunia para celebrar.

 


O João Candido era fã de festeiros, fazia dos sábados da aleluia um verdadeiro mar de alegria, lembrando que na época não havia celebrações da semana santa. Juntamente com José Fino Caseca, trabalhavam n montagem do Judas a ser queimado e escrevia suas heranças com versos do tipo: “O Geraldo da Maria, enviou uma bacia, no fundo há um buracão, você enche ela esvazia”.
Já nesta época se realizava a festa do rosário. Todas as apresentações dos ternos eram realizadas aos pés do cruzeiro. Esta festividade era organizada por Sebastião Borges e Zé Camilo. Porém, era Tião Borges quem tomava frente. Ambos tinham seus ternos e eram da cachoeira. Conta-se que era admirável o show quem davam a frente de seus ternos. O convento era em uma casinha velha, na época propriedade de João Caroba ( onde hoje é a propriedade de Waldeci Bernardes dos Reis).

 


Hoje em dia as festividades ainda permanecem. A comunidade dedica três dias a esta festa. Alguns, como os festeiros,( oferecem almoço, café...) aos ternos, ficam uma ou duas semanas por conta da festa. Mais tempo dedicam ainda Joaquim Nascimento e Antõnio Geraldo Silva, que são os organizadores  e capitães do terno local. Estes dois contam com a colaboração de Zé Rodrigues.  Eles sabem aproveitar a energia, a força e o compromisso  dos jovens da comunidade.

 


Como se pode observar esta é uma festa que, apesar de desafiar os nervos, graças a sua inteira dependência da boa vontade alheia, comprova o envolvimento de algumas pessoas da comunidade, como reis, rainhas, princesas, festeiros e demais membros, que por anos a fio mantiveram de pé este patrimônio. Fazendo com que a comunidade, do mais velho ao mais novo, seja testemunha e possa relatar, ainda hoje, como se passa a festa do rosário, que além de ser um símbolo de nosso passado, representa um patrimônio de toda Minas Gerais.

 


A Conferencia de São Geraldo – os documentos antigos que se têm disponíveis sobre esta, datam de dois de março de mil novecentos e oitenta, onde às 12 horas realizou-se a reunião de número 822, com a presença de dezenove membros, faltando dezessete. A frente  desta estava João Venâncio da Silva e Evaristo Lopes Rezende. Segundo documentos encontrados, dia quinze de março de dois mil, realizou-se, às quatorze horas, sobre os olhares de Geraldo Justino Dias e Joaquim Caetano Machado, com a presença de quinze confrades, faltando cinco, a última reunião, de numero 2391.

 


Quando foi fundada a conferência, não havia a igreja como meio de ligação entre as pessoas. Uma observação importante é que se foram realizadas reuniões todos os domingos sem faltar nenhum. Essa conferencia resistiu por 50 anos, mas bem sabemos que por varias vezes ao ano, um acaso impede a realização de reuniões.

 


Não tão antiga, mas com um número considerável de reuniões – 1157 – permaneceu em aberta a conferencia de Nossa Senhora Aparecida, sob a guarda de Longuinha Antônia dos Reis, Geralda de Fátima Barros e Telma Divina Rodrigues Furtados, juntamente com 51 consorcias.

 


Além destas conferências, houve na comunidade as conferências do menino Jesus e dois grupos de Jovens.

 


Na primeira reunião do grupo de jovens  em dezoito de novembro de 1994, teve a presença de outros dois grupos, sendo da comunidade de Costas e Ponte da Mata. Eram 49 membros, estando à frente Jesu Furtado Pedrosa, Vanderlei da Silva, Irani da Silva... Em 17 de junho de 1999, chega ao fim este grupo, após 211 reuniões. Chama a atenção as palavras no livro que diz: “Havia 13 jovens presentes dentro da sala, e uns 20 do lado de fora só para atrapalhar”. Logo abaixo, a palavra fim. O mesmo aconteceu com o segundo grupo, que começou com muita animação, mas não chegou a completar um ano.

 


Segundo relatos, a missa do batizado de Geraldo Justino Dias, se deu no mesmo dia em que foi batizada a primeira pedra a ser colocada no alicerce da igreja, que seria erguida no terreno doado por Ana Maria de Jesus. Esta igreja foi construída com a colaboração de todos da comunidade. Segundo contam, era Geraldo Cândido que corria atrás das doações, sendo o mesmo a doar o sino para a igreja, que tem uma mensagem: homenagem à capela de São José.

 


Muitas pessoas trabalharam na construção, sendo que naquela época não havia máquinas e caminhões. Por isso, todo o material desta terra do alicerce ao último tijolo da torre, foi transportado em carros de bois.

 


O autor da obra foi José Fino Caseca e como servente aparecia Alcino Justino. Os bancos foram doados pelas famílias da comunidade e construídos por Antônio Fortunato. Em 1965 foi celebrada a missa de entrega dos registros da igreja. O primeiro padre a celebrar  foi Pe. Alberto e os primeiros dirigentes foram Antônio Moca e Alcino Justino Dias.

 


 

 

 

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