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Matriz de Nossa Senhora do Carmo

quarta-feira, 17 de setembro de 14 às 17:13 | Atualizado às 09:01
Matriz de Nossa Senhora do Carmo

Matriz de Nossa Senhora do Carmo

Centro

 

 

A Paróquia de Nossa Senhora do Carmo do Cajuru foi criada pela Lei Provincial nº 168, de 15 de março de 1840. Essa mesma Lei extinguiu a Freguesia do Espírito Santo do Itapecerica e o seu Curato passou a integrar a nossa Freguesia, transferindo-se de lá para cá o Pe. Felício Flávio dos Santos (Col. Leis Provinciais Mineiras – APM). Foi ele quem rubricou os nossos primeiros livros eclesiásticos. Restabelecida a Freguesia do Espírito Santo pela Lei Provincial nº 209, de 7 de abril de 1841, voltou para lá, onde ficou até 1844.Ao lado do Pe. Felício Flávio dos Santos, tivemos o Pe. José Fernandes Taveira, como seu coadjutor, como já vimos.A alegria de Cajuru foi passageira. Com a Lei Provincial nº 209 acima, nossa Freguesia foi extinta e o Curato anexado à Freguesia de Santana do São João Acima, criada nessa data. Waldemar de A. Barbosa diz que a “Lei ficou só no papel” (Dic. Histórico – Geográfico de Minas Gerais), o que afirma o Dr. Constantino Barbosa no Jornal “Diocese em Notícias”, nº 38, de dezembro de 1987, de Divinópolis. Não concordamos que a Lei 168, de 15 de março de 1840 tenha ficado só no papel, porque a Freguesia de Nossa Senhora do Carmo do Cajuru chegou a ser instalada e a funcionar realmente, com as rubricações dos nossos primeiros livros e tudo mais. Oficialmente, o Pe. Felício Flávio dos Santos foi nosso Vigário Encomendado até o dia 20 de abril de 1842, quando foi provisionado Vigário da nova Freguesia do Espírito Santo do Itapecerica (SG 79, fls. 236 – APM).No dia 6 de agosto de 1864, com a Lei Provincial nº 1.196, foi restabelecida a Freguesia de Nossa Senhora do Carmo do Cajuru, pela transferência para aqui da sede da Freguesia de São Gonçalo do Pará. Joaquim Ribeiro da Costa diz que foi pela Lei nº 1169, mas isso deve ter sido erro de impressão, invertendo-se os algarismos (Toponímia de Minas Gerais, p. 195).

 

A Paróquia de São Gonçalo do Pará, transferida para Cajuru por questões políticas, como diz o Livro de Tombo nº 1, fls. 13, daquela Matriz, foi restabelecida com a Lei Provincial nº 1.635, de 15 de setembro de 1870 (Col. Leis Provinciais Mineiras – APM).Nosso Livro de Tombo nº 1, fls. 38 a 40, diz que a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo do Cajuru reuniu “ainda em setembro de 1870, a Paróquia de São Francisco do Onça”. Houve aqui um engano, por confundirem Carmo do Cajuru com São Miguel do Cajuru: A Lei nº 1.671, de 17 de setembro de 1870 “transfere a Freguesia de São Francisco do Onça para o Arraial de São Miguel do Cajuru” (Col. Leis Provinciais Mineiras – APM).A fonte consultada deve ter sido João Dornas Filho, que diz “reunindo ainda em setembro de 1870, a Paróquia de São Francisco do Onça” (Itaúna – Contribuição para a História do Município, p. 108).Sempre houve dúvidas, tanta incerteza e confusão quanto à criação da nossa Paróquia. Diz o nosso Livro de Tombo citado, em “Apontamentos Históricos sobre a Paróquia de Cajuru”, feitos pelo pároco Pe. Raul Silva (1943-1949): “Sobre a criação da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo do Cajuru, também não existem apontamentos sobre a data de sua elevação à categoria de Paróquia”.O pouco que ele escreveu (Muito relativamente aos outros párocos!) foi baseado naquilo que as pessoas idosas e conhecedoras da História do lugar lhe contaram, tais como Jehovah Guimarães e Maria Marra de São José. O arquivo paroquial era muito pobre, como ele mesmo disse. Baseou-se também nas obras de João Dornas Filho, mas esse autor cometeu enganos quanto à nossa História, como já vimos.Diante da escassez de dados históricos, arriscou o Pe. Raul Silva: “Em 1841 era vigário desta Paróquia o Rev.mo Pe. José Fernandes Taveira – Padre Mestre, como era tratado. Este fato justifica a crença de que nesse ano de 1841 tenha sido criada a Paróquia de Carmo do Cajuru”.Sabemos que o pároco não era o Pe. José Fernandes Taveira, nem a Paróquia foi criada em 1841!Em um “Resumo Histórico”, arquivado no IBGE de Divinópolis, feito pelo nosso ex-Agente de Estatística, José Dias Barbosa, encontramos: “Consta das folhas 39-40 do Livro de Tombo nº 1 da Matriz desta cidade que, tudo leva a crer ter sido a nossa Paróquia fundada em 1841”.

 

Outras publicações, tais como a do Jornal “A Semana”, de Divinópolis, de 24-7-1972, trazem “resumos históricos” da nossa Paróquia, apresentando sempre as mesmas dúvidas, porque se baseiam em nosso Livro de Tombo nº 1.A partir da criação da nossa Freguesia, em 1840, Carmo do Cajuru se tornou muito importante, pois se transformou numa pequena metrópole, tornando-se a sede da Freguesia do Espírito Santo do Itapecerica. E, embora tenha voltado à condição de Curato no ano seguinte, o seu “status” permaneceu. Já éramos Distrito de Paz desde 1829, foi construído um novo cemitério em 1854 e foi criada a nossa Escola Pública em 1857. E Cajuru crescia, não se dando por vencida! Tornou-se uma pequena metrópole novamente, sendo a sede da Freguesia de São Gonçalo do Pará em 1864, nosso Arraial continuava a se desenvolver. Todavia, por diversos fatores, sendo o principal o de sua localização geográfica, acabou ficando para trás. E, daquela época de tanto otimismo e florescimento, só nos resta o velho cemitério de pedras negras do morro do Bonfim.O termo “Freguesia” era muito importante na época, pois trazia uma certa independência . Etimologicamente, significa o lugar onde o “freguês” freqüentava, era o Arraial. Era onde o “filius Ecclesiae” (filho da Igreja)

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