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Capela de Santo Antônio

terça-feira, 14 de maio de 13 às 14:16 | Atualizado às
Capela de Santo Antônio

Capela de Santo Antônio

Bairro Santo Antônio

 


Sebastião Mezêncio conta que seu pai Cândido Mezêncio da Silva dizia que o terreno, de meio alqueire aproximadamente, para construir a igreja da Comunidade foi doado pelo seu sogro Sr. José Severino Rosa (pai de Da. Policena Severina da Silva). O terreno situa-se atrás da estrada de ferro desativada em 1966, quando arrancaram os trilhos e começaram a desmanchar as pontes, funcionado hoje como rodovia.


Seu tio Ilídio Severino Rosa, irmão mais velho de sua mãe (Policena), contou a Sebastião que quando tinha 18 anos, ajudou a buscar a primeira tora de madeira de ipê para fazer o primeiro cruzeiro fincado na Comunidade. A madeira foi retirada da fazenda Chapadão (hoje ficaria entre o asfalto e a fazenda da casca, de Antônio Rodrigues e Elenice). Faz 20 anos que Sr. Ilídio morreu com 84 anos de idade. Se vivo fosse estaria com 104 anos. Então 104 menos 18, é igual a 86 anos. Isso significa que o primeiro cruzeiro foi fincado na Comunidade por  volta de 1921, há 86 anos.
Dona Piedade se lembra da primeira Capela (pequena – um terço da Capela atual) com um altar de madeira encostado na parede. Com degraus estreitos nas laterais e degraus mais largos no centro, encontrando no alto em forma de meia lua, ou arredondado. Nesses degraus eram colocadas as imagens dos santos da devoção popular.


Seu pai (o Sr. Cândido) rezava a “novena” todos os dias do mês de maio e no mês de junho até o dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, escolhido para ser o Padroeiro da Comunidade.
O Sr. José Alexandre da Silva e os filhos Jerônimo Alexandre da Silva, Balbina (está viva), Júlia (Julica), Maria, Flávia e Catarina participavam ativamente, juntamente com seu pai animando a Comunidade. Sobressaíam no tocante à música. Todos tinham voz boa. O Sr. José Alexandre era rezador famoso, tinha uma voz afinada que sobressaía às demais vozes. Era uma espécie de maestro.


Também colaboravam diretamente os Srs. Sebastião Altino, Joaquim Ananias e João Fidel (pai da Concebida, moradora da Comunidade).


Todo dia tinha reza, muitos leilões, o pessoal participava mesmo.Vinha gente de Quilombo, de Bom Sucesso, de Sucupira, de Sabarazinho e de Lamounier. Primeiro a reza, a devoção; depois a diversão: leilões, brincadeiras de roda, cantoria em torno da fogueira e para muitos uma oportunidade, ou única oportunidade, de começar um namoro. “Não havia televisão!!”


Fazia muito frio, era época, meses de maio e junho. O pessoal ajuntava muita lenha. Ventava muito, pois o lugar é alto. A primeira coisa que o pessoal fazia era acender a fogueira por causa do frio e para iluminar o ambiente. A luz elétrica foi inaugurada em 12/07/1986, na Administração Municipal de José Sabino Filho – o Bucha


A estrada que ia para Lamounier era, onde hoje, é o asfalto. Uma cava funda, de muitos degraus e escura, ligava o terreno da Comunidade à tal estrada de Lamounier.


O Padre que visitava a Comunidade era o Pe. João Cruz que foi o primeiro Pároco de Lamounier. Depois assistiram a Comunidade: Pe. José Mariano Tavares, Pe. Carlos Pinto, Pe. Dulinho, Pe. Bento, Pe. Edilsom, Pe. Ailson e, atualmente, Pe. Pedro Gondim. Os Tesoureiros da Comunidade foram: Altamiro por muitos e muitos anos; Sebastião Pedro (faltou um mês para completar dezessete anos); Sebastião Mezêncio foi também tesoureiro por muitos anos. O atual é o Sr. Emílio Antônio. A ampliação da igreja, tal qual é hoje, aconteceu há 30 anos atrás, sob a orientção de Pe. Carlos Pinto. Emílio lembra que ainda não era casado. Demorou ainda um pouquinho. Ele e Dona Aparecida completaram 27 anos de Matrimônio.


O cruzeiro atual (de concreto) foi erguido em 1985, sob a orientação de Pe. Bento Mateus Borges e de Sebastião Mezêncio, que era tesoureiro. Nesse ano houve a entronização do Santíssimo Sacramento na Comunidade.


O campo de futebol (atualmente desativado) foi construído no terreno da igreja numa das administrações de Braz Afonso Lamounier.


Houve Missões da Diocese em 1977. O Sr. Zico, João Garbocci, de Lamounier foi quem levou os missionários leigos Sr. Hamilton Gregório, Sr. Augusto dos Santos Neto e Irmã Aparecida que permaneceram três dias na Comunidade. Foi nessa época que começou o Culto Dominical celebrado por Sebastião Mezêncio, José Aleixo Caetano e José Divino Severino que faziam preparação em Divinópolis, nas Obras Sociais.


Aconteceram também Missões em 1988 com Frei João. Foram momentos que marcaram indelevelmente a vida da Comunidade.


Emílio, Sebastião e Geraldo contaram que o filho do professor, o José Ribeiro Filho, muito maroto, jogava sorrateiramente, salitre na fogueira, o que fazia, pelo efeito, as pessoas ficarem com aparência amarela e pálida.


“Em 23 de janeiro de 1951, O padre João Ribeiro da Cruz, primeiro vigário de Lamounier, deixou o cargo. Por designação de Dom Cabral, assumem como Vigários encarregados o Padre Carlos Pinto da Fonseca e padre José Mariano Tavares, ambos da Paróquia de São Bento do Itapecerica.


Em 1952, por provisão também de Dom Cabral, Padre José Mariano, assume sozinho como Vigário encarregado da Paróquia de N.S. das Dores, Lamounier.

 

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