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Um padre com cheiro de santidade!

domingo, 13 de março de 16 às 09:17

Falar sobre nosso querido Padre Nilo é falar sobre alguém de quem muita gente gostava. Antes mesmo de pensar nas virtudes de seu frutuoso ministério sacerdotal, todos nós que o conhecíamos nos lembramos bem de suas qualidades. Homem de fé, homem da família e para a família. Pessoa generosa, confrade vicentino, ministro da Comunhão, da Palavra, do Batismo, testemunha do Matrimônio, missionário de Semana Santa na zona rural, marido, pai, avô e, mais recentemente, bisavô.

 

Como professor, teve muitos alunos, inclusive eu, que se exercitavam em suas aulas de educação física. Era sério e exigente. Mas sempre amigo. Incentivava os campeonatos esportivos e os exercícios. São muitos os ex-alunos do “Professor Nilo”.


Por ser alguém atuante na Igreja, ao ficar viúvo ouviu de Dom Cristiano a sugestão de se tornar padre. Possibilidade que pensou e rezou com a família. Sempre achei interessante o fato dele continuar usando a aliança do casamento por toda a vida. Uma homenagem à querida esposa, já levada à casa do Pai.


Na última aula de educação física, no Colégio Santana, antes de se aposentar, lembro dele distribuindo pirulitos entre nós, alunos, como despedida.


Algum tempo depois, a notícia que Professor Nilo ia ser padre. Admirável um padre que já tinha sido esposo e também era pai!


Quando comecei a pensar na possibilidade de ser também sacerdote, depois de meus pais e irmãs, Padre Nilo foi a primeira pessoa com quem partilhei essa intenção. Foi logo em seguida a uma Missa celebrada por ele na Matriz de Sant’Ana. Ele incentivou-me que eu fosse conhecer nosso Seminário Diocesano.


Depois, em meu tempo de seminarista, tive a alegria de poder participar, junto dele no presbitério, de muitas das suas Missas. Sempre nas férias ou quando estava em Itaúna, era bom acompanhá-lo. Na Matriz e nas comunidades, em outras paróquias... Como era bom poder estar junto dele nas celebrações. E depois, indo ou voltando, ouvir seus conselhos, orientações e até correções. Sabia repreender de forma amigável.


Padre Nilo é alguém que para mim foi um amigo. Alguém em quem confiar. Alguém, cuja presença sempre discreta e silenciosa, trazia um sentimento bom a tantas pessoas.


Que bela imagem era vê-lo na igreja, de joelhos, rezando antes da Missa! Ou depois. Seus livros do ofício divino e de bênçãos com a capa já restaurada, por terem se desgastado pelo uso constante. O livrinho da liturgia diária cheio de orações.


Padre Nilo era homem de oração. Rezava e rezava muito. Sempre. Diariamente. E disposto para os outros.


Seu rosto e gestos durante a Missa, sobretudo no momento de elevar o pão e o vinho consagrados, pareciam transmitir felicidade.


Quando minha Ordenação Diaconal se aproximava, quis convidá-lo para, junto com o também querido Padre José Luiz, ajudar no momento de vestição. Ele aceitou de bom grado e isso foi motivo de alegria nesse momento importante de minha vida. Depois, na Ordenação Sacerdotal, convidei outros amigos, Padre Amarildo e Padre Edilson. Mesmo assim, Padre Nilo veio ajudar também.


Depois de padre, já não era mais tão possível para eu participar com ele das Missas em Itaúna, devido aos compromissos na paróquia em Cajuru e, em seguida, em Leandro Ferreira. Mas, sempre que possível, era bom concelebrar com o querido amigo.


Que bom poder ser colega de ministério desse sacerdote tão querido! Que bom poder ter Padre Nilo como amigo! Que bom poder ver nele um exemplo a ser seguido! Que bom para todos nós poder ter convivido com ele na Igreja!


A notícia de sua morte veio não com sabor de tristeza, mas de saudade. Que saudade do querido Padre Nilo! Que saudade sentiremos de sua presença em Itaúna! Assistir ou celebrar Missa em Itaúna não será a mesma coisa, porque agora não terei mais a sensação de que “talvez o Padre Nilo chegue”.
O que fica para todos nós de Padre Nilo, além de seus ensinamentos e exemplos, é a SAUDADE DE UM BOM AMIGO!


Embora não possamos mais desfrutar de sua presença e companhia, do céu, onde ele certamente terá lugar, continuará rezando a Jesus por todos nós.


Com sua discrição e humildade, o Padre Nilo nunca gostava que se tecessem elogios a ele. Queria que fosse Jesus sempre o centro das atenções. Entretanto, suas virtudes de padre, pai, avô, bisavô e amigo não eram outra coisa senão testemunho de que a abertura para Deus é caminho para deixar em si agir a graça divina.


Na Missa do dia 13, pela manhã, na Capela de Nossa Senhora das Graças, na despedida de todos nós ao querido amigo, Dom José Carlos deu a melhor descrição desse bom homem de Deus com quem tivemos a felicidade de conviver: PADRE NILO É ALGUÉM COM CHEIRO DE SANTIDADE!

 

POR PADRE GUILHERME

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