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Reforma da Cúria, Sínodo e colegialidade no centro dos trabalhos do Conselho de cardeais: coletiva do Pe. Lombardi

quarta-feira, 02 de outubro de 13 às 12:52

Concluem-se nesta quinta-feira, no Vaticano, as reuniões do Conselho de cardeais, o grupo de oito cardeias que tem a tarefa de coadjuvar o Papa no governo da Igreja e no projeto de revisão da Constituição apostólica Pastor Bonus sobre a Cúria Romana.

 

Os trabalhos tiveram início na manhã de terça-feira na Biblioteca privada do apartamento papal, prosseguindo depois na Casa Santa Marta. Na manhã desta quarta-feira, o Papa não participou dos trabalhos por causa da audiência geral.

 

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, concedeu uma coletiva aos jornalistas sobre os trabalhos em andamento. Pe. Lombardi destacou a introdução feita pelo Papa Francisco, seguida de uma reflexão entre os membros do Conselho sobre a eclesiologia a partir do Vaticano II.

 

O porta-voz do vaticano precisou que o trabalho dos oito cardeais não é de tipo organizativo, mas se coloca numa visão teológica, espiritual da Igreja, segundo as disposições do Concílio, do qual se quer portar avante a sua aplicação.

 

Iniciaram-se assim os trabalhos de terça-feira, na Biblioteca privada, afirmou Pe. Lombardi, detendo-se também sobre alguns temas:

 

"Os membros do Conselho se prepararam. Houve, também, por parte deles essa reflexão de caráter teológico, espiritual, no sentido de refrescar, reavivar a perspectiva da Igreja, inspirada no Concílio, sobre a sua missão, sobre a relação entre Igreja universal e Igrejas locais, sobre o tema da comunhão, da participação, da colegialidade na condução da Igreja, sobre o tema da Igreja dos pobres, dos leigos na Igreja, sobre o caráter de serviço de todas as instituições eclesiais e a responsabilidade de todos os membros da Igreja pelo bem comum."

 

Na parte da tarde de terça-feira, na Casa Santa Marta, falou-se sobre o próximo Sínodo dos Bispos. Pe. Lombardi recordou que o Papa Francisco já antecipou o tema do Sínodo, um tema antropológico, dedicado à pessoa e à família, à luz do Evangelho. Por isso, esteve presente na sessão de trabalho, também, o novo secretário-geral do Sínodo, Dom Lorenzo Baldisseri:

 

"Foi dada uma certa prioridade a esse tema já na reunião de terça-feira à tarde, tanto pela importância, evidentemente, da participação do Episcopado mediante o instrumento dos Sínodos na vida da Igreja universal, quanto por uma certa urgência de precisar e iniciar a preparação do próximo Sínodo."

 

O tema foi o da pastoral familiar e matrimonial, sobre como abordar o estudo e o aprofundamento, temas que o Pontífice já anunciou como cruciais para a atividade da Igreja nos próximos tempos. Daqui a uma ou duas semanas, a Secretaria do Sínodo poderá dar informações mais precisas a esse respeito. A atenção, nesta quarta-feira, volta-se para a reforma da Cúria, nos vários aspectos:

 

"A relação dos dicastérios com o Santo Padre, a coordenação dos dicastérios e a função da Secretaria de Estado, e assim por diante... São temas muito amplos, articulados, sobre os quais há uma ampla quantidade de sugestões e de pontos que foram apresentados. Agora trabalharão também sobre essa temática."

 

O porta-voz do  vaticano precisou que os oito cardeais não são delegados continentais, mas membros do Colégio episcopal, que conhecem muito bem os problemas reais da Igreja nas diferentes partes do mundo e que, obviamente, gozam "de grande confiança e apreço pessoal por parte do Papa.

 

O Conselho "pode tratar também de temas concernentes à administração econômica", mas, efetivamente, até então não se falou sobre isso, concluiu Pe. Lombardi respondendo às perguntas dos jornalistas. (RL)

 

 

 

 


Fonte:  Rádio Vaticano

 

 

 

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