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Peregrinação Franciscana da Misericórdia reúne pessoas de várias cidades de Minas Gerais

segunda-feira, 08 de agosto de 16 às 09:09

A Província de Santa Cruz da Ordem Franciscana, que abrange o estado de Minas Gerais e o sul da Bahia, promoveu, no Contexto do Ano da Misericórdia e dos 800 anos do Perdão de Assis, no último sábado, 06, em Divinópolis, a Peregrinação Franciscana da Misericórdia. 

 

Às 7h30, aconteceu a acolhida no Santuário de Santo Antônio. Logo após um momento de oração, por volta das 10h, os fiéis presentes saíram em peregrinação rumo à Catedral Diocesana, onde passaram pela Porta Santa da Misericórdia e foram recebidos pelo bispo diocesano Dom José Carlos.

 

Às 13 horas, aconteceu uma apresentação cultural dos Frades, contando um pouco da história de São Francisco de Assis, em forma de música e teatro. Às 14h, o grupo GNJ, da Paróquia Santo Antônio, e a Missão Maria de Nazaré fizeram suas apresentações musicais. Durante toda a tarde, os frades ficaram atendendo confissões no interior do Santuário.

 

A peregrinação foi encerrada às 16h, com a celebração da Santa Missa, presidida pelo Ministro Provincial, Frei Hilton. Estima-se que, aproximadamente, 600 pessoas participaram da peregrinação.

 

 

O Perdão de Assis

Como São Francisco pediu e obteve a indulgência do perdão. Segundo o testemunho de Bartolomeu de Pisa, a origem da Indulgência da Porciúncula se deu assim: Uma noite, do ano do Senhor de 1216, Francisco estava compenetrado na oração e na contemplação na igrejinha da Porciúncula, perto de Assis, quando, repentinamente, a igrejinha ficou repleta de uma vivíssima luz e Francisco viu sobre o altar o Cristo e à sua direita a sua Mãe Santíssima, circundados de uma multidão de anjos. Francisco, em silêncio e com a face por terra, adorou a seu Senhor. Perguntaram-lhe, então, o que ele desejava para a salvação das almas. A resposta de Francisco foi imediata: “Santíssimo Pai, mesmo que eu seja um mísero pecador, te peço, que, a todos quantos arrependidos e confessados, virão a visitar esta igreja, lhes conceda amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todas as culpas”. O Senhor lhe disse: “Ó Irmão Francisco, aquilo que pedes é grande, de coisas maiores és digno e coisas maiores tereis: acolho portanto o teu pedido, mas com a condição de que tu peças esta indulgência, da parte minha, ao meu Vigário na terra (Papa)”. E imediatamente, Francisco se apresentou ao Pontífice Honório III que, naqueles dias encontrava-se em Perusia e com candura lhe narrou a visão que teve. O Papa o escutou com atenção e, depois de alguns esclarecimentos, deu a sua aprovação e disse: “Por quanto anos queres esta indulgência”? Francisco, destacadamente respondeu-lhe: “Pai santo, não peço por anos, mas por almas”. E feliz, se dirigiu à porta, mas o Pontífice o reconvocou: “Como, não queres nenhum documento?" E Francisco respondeu-lhe: “Santo Pai, de Deus, Ele cuidará de manifestar a obra sua; eu não tenho necessidade de algum documento. Esta carta deve ser a Santíssima Virgem Maria, Cristo, o Escrivão, e os Anjos, as testemunhas”. E poucos dias mais tarde, junto aos Bispos da Úmbria, ao povo reunido na Porciúncula, Francisco anunciou a indulgência plenária e disse entre lágrimas:”Irmãos meus, quero mandar-vos todos ao paraíso!” 

 

 

 

POR TÚLIO VELOSO

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