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Falece Cláudio Pastro, maior nome da arte sacra brasileira na atualidade

quarta-feira, 19 de outubro de 16 às 13:55

Faleceu, na madrugada desta quarta-feira, 19 de outubro, no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo (SP), o artista sacro Cláudio Pastro. O corpo será velado no Mosteiro Nossa Senhora da Paz, em Itapecerica da Serra. Seu sepultamento acontecerá às 16h, no cemitério do Mosteiro, precedido da Eucaristia em ação de graças por sua vida e ressurreição.
“Rezemos ao bom Deus que acolha em sua casa este servo bom e fiel!”, declarou o arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, Dom Darci José Nicioli, ao divulgar a notícia nas redes sociais. Em nota, o Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis manifestou profundo pesar pelo falecimento de Pastro e afirmou que suas obras permanecerão como uma perene recordação de sua fé e seu talento.

 


"Cláudio Pastro deixa sua marca de artista sacro em inúmeras obras realizadas em igrejas e capelas pelo Brasil e no exterior. Sua maior obra, porém, fruto de seu talento e trabalho e amor à Virgem Maria se encontra na Basílica Nacional da Padroeira do Brasil, cujo ápice é a Cúpula, que, nas suas palavras, 'deseja ser um hino de louvor e ação de graças, através da liturgia, o Mistério Pascal celebrado nesse lugar'", afirmou o Cardeal Damasceno.

 

O ecônomo do Santuário Nacional, padre Daniel Antônio Silva, falou sobre os trabalhos do artista sacro e afirmou que nos 61 anos de construção da Basílica, Cláudio Pastro aparece em um momento bastante significatico.


“Receber a notícia do falecimento de Cláudio Pastro é motivo de tristeza, pois perdemos alguém que está intimamente ligado com a arte e a construção da Basílica Nova. Por outro lado, também, é motivo de esperança por saber que ele deixa sua marca e sua espiritualidade em toda a Basílica. Nesses 61 anos de construção da Basílica Nova, Cláudio Pastro aparece em um momento bastante significativo, que é a construção das obras internas, trazendo elementos da catequese litúrgica, bíblica e da espiritualidade própria do artista”, afirmou.


Padre Daniel afirmou que Pastro foi missionário através da beleza de sua arte. “Cláudio Pastro se vai de nossa proximidade, mas continua conosco e se eterniza através das suas obras, deixando um serviço pastoral e missionário. Pastro foi missionário através da beleza de sua arte. Nosso grande agradecimento e homenagem a este homem que faz parte da história do Santuário Nacional e da Igreja do Brasil. Que descanse em paz. Nós continuaremos, através de sua lembrança e memória, passando para outras gerações o que ele fez junto ao Santuário”.

 

 

O artista sacro de Aparecida

 


Cláudio Pastro era considerado por especialistas de arte sacra como o brasileiro mais expressivo da atualidade nesta área. Paulistano, nascido em 16 de outubro de 1948, em uma família católica, é especializado em arte sacra e tem suas obras baseadas no Concílio Ecumênico Vaticano II.


Grande devoto da espiritualidade beneditina, recebeu o título de oblato. Já reformou centenas de igrejas no Brasil e no exterior.


Formado em Ciências Sociais pela PUC, em 1972, se dedicava à arte sacra, desde 1975, tendo cursado teoria e técnicas de arte na Abbaye Notre Dame de Tournay (França), no Museu de Arte Sacra da Catalunha (Espanha), na Academia de Belas Artes Lorenzo de Viterbo (Itália), na Abadia Beneditina de Tepeyac (México) e no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.


Entre diversos trabalhos realizados em diversos lugares do mundo, se destaca o acabamento do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, onde atuam os Redentoristas de São Paulo, além de trabalhos realizados nos conventos da Província.

 


Infância


Pintando desde os cinco anos de idade, Pastro usava os papéis de pão que a mãe, Aloísia, chamada por todos de Luizita, guardava para ele desenhar e rabiscar.


No campo artístico, recebeu influência do pai, que o presenteou com um Long Play, um vinil, com o Lago do Cisne, de Tchaicowky, e das Irmãzinhas da Assunção, cujo mosteiro localizava-se na Alameda Lorena, bem em frente à casa em que a família morava.


Suas primeiras obras foram na capela do Mosteiro Nossa Senhora da Paz, em São Paulo. Vieram, então, as criações para o Colégio Santo Américo e para outras igrejas. Aos poucos, foi se tornando conhecido.

 

Fonte: A12

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