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Diocese de Divinópolis se prepara para criar Diaconato Permanente

terça-feira, 17 de fevereiro de 15 às 16:00

Desde que Dom José Carlos assumiu a Diocese de Divinópolis, ele manifestou o desejo de estudar com calma esse assunto: Diaconato Permanente! O Diaconato em nossa Diocese, até então, é um ministério que antecede a Ordenação Sacerdotal. Mas, não precisa ser, necessariamente, assim.

 

O Diaconato permanente faz parte da história da Igreja e na Igreja Oriental ele nunca deixou de existir. Trata-se de uma vocação específica que deverá ser acolhida pela Igreja. Essa realidade pode ser percebida no livro dos Atos dos Apóstolos – Atos 6,1-11.


Na ocasião, os apóstolos tiveram que instituir esse ministério para dar melhor assistência às viúvas dos gregos.  O Diácono é um ícone (imagem) de Jesus Cristo Servidor. “Quem quiser ser o maior, seja o último e o servidor de todos...”

 

Em algumas dioceses, o diaconato permanente já existe há mais tempo. Na Diocese de Divinópolis, talvez, em razão da boa atuação dos leigos, esse ministério acabou não existindo, até hoje. Mas, Dom José Carlos pensa, com atenção, sobre o assunto.


Por isso, convidou Cônego Lauro Sérgio Versiani Barbosa, do Clero da Arquidiocese de Mariana, para falar para os padres sobre a experiência do Diaconato permanente em sua arquidiocese.  Em Mariana, esse ministério começou com Dom Luciano Mendes de Almeida, em 1993.


Atualmente, a Arquidiocese de Mariana conta com 23 Diáconos Permanentes e 200 padres para atender 132 paróquias. Cônego Lauro esteve presente na reunião do clero de Divinópolis no último dia 10/02. Abordou diversas questões ligadas ao Diaconato Permanente: Critérios de admissão, formação, manutenção econômica, etc.


O Diácono permanente pode ser admitido ao sacramento somente após passar por diversas exigências. Deve ter 30 anos, se for solteiro e 35, se for casado. Na Diocese de Divinópolis já existe uma comissão formada para estudar o assunto. Se for da vontade de Deus, pode ser que tenhamos, num futuro não muito distante, alguns diáconos permanentes, atuando em nossas paróquias.

 

Em entrevista, padre Lauro disse que o Diácono tem que encarnar a Igreja servidora e pobre, e ressaltou que o diácono não pode ser um "enfeite pro altar" ou um homem simplesmente para a liturgia, e sim um servidor que tenha gosto de trabalhar com os pobres:

 

Na maioria dos casos, o Diácono Permanente tem sua fonte de renda profissional e, em rarissímos casos, são mantidos pela Igreja:

 

Primeiramente, o Diácono Permanente deve exercer sua diaconia dentro de sua própria família:

 

 

Texto: Padre Gabriel

Edição de áudio e Fotos: Túlio Veloso

 

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