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Dia do leigo é comemorado com festa na Paróquia Santo Antônio, em Pará de Minas

terça-feira, 24 de novembro de 15 às 14:16

Tudo foi bem pensado com antecedência para que a data fosse valorizada. A organização da Festa de Cristo Rei envolveu diversas equipes da Paróquia Santo Antônio, em Pará de Minas. Durante a missa, Pe. Gabriel apresentou os novos Ministros Extraordinários da Eucaristia. Um grande número de novos Ministros, a partir de então, assume a função próprias desse Ministério,  nas diversas Comunidades da Paróquia.

 

A concentração dos fiéis teve início às 18 h, na Praça Alfredo Leite – Bairro Santos Dumont. Após um momento de oração inicial e bênção do Ssmo. Sacramento, a procissão caminhou até a Matriz de Santo Antônio, onde a missa foi celebrada. A homilia foi feita por Antônio Borges, professor do Curso de Teologia da Paróquia. Antônio é um leigo muito consciente e engajado. Antes da procissão, conversou com nossa reportagem e falou sobre a importância da atuação do leigo na Igreja, sobretudo após o Concílio Vaticano II.

 

Graças ao trabalho zeloso de Pe. Ydecy,  Vigário Forâneo, e sua equipe, todas as paróquias da Forania Nossa Senhora da Piedade poderão contar, brevemente,  com novos Ministros da Sagrada Comunhão. A Festa de Cristo Rei coroou, com êxito, os trabalhos do ano litúrgico. Agora, a Paróquia Santo Antônio está motivando os fiéis para participarem da Novena de Natal.

 

 

O Leigo na Igreja

A palavra "leigo" precisa ser bem entendida para não gerar confusão. Entre nós, ela possui diversos sentidos, inclusive o sentido de desconhecimento. Isso fica claro quando alguém afirma: "Sou leigo nesse assunto". Ao dizer isso, a pessoa está afirmando que nada entende daquilo está sendo dito. Não é nesse sentido que quero falar do leigo. Leigo é todo aquele ou aquela que recebeu o batismo, mas não pertence à hierarquia da Igreja.

 

Após o Concílio Vaticano II, em 1963, os leigos ganharam um novo reconhecimento na Igreja. Em outros documentos a Igreja afirmou que os leigos devem ser protagonistas da evangelização e fermentar, com a presença cristã, as diversas realidades do mundo.

 

Vale lembrar que nosso primeiro compromisso com Cristo começa no batismo. Todo aquele que recebe o batismo deve se esforçar para adotar para si as mesmas medidas de Cristo. Talvez, por causa do hábito secular de apenas dizer amém, muitos leigos, ainda, não descobriram o seu lugar na Igreja. Outros, estão em processo de descoberta e, ainda, dão muitas mancadas. Mas, existem aqueles que têm consciência de sua vocação e a assumem diante da Igreja. Particularmente, penso, que os leigos, e isso vale também para os padres, devem se esforçar em três aspectos. Sem eles, não conseguimos uma ação evangelizadora que atenda às necessidades da Igreja. O leigo deve ter espiritualidade, formação e organização.

 

O leigo sem espiritualidade corre o risco de querer transformar a ação evangelizadora em militância política. Refletir sobre a política e atuar nela é tarefa própria do leigo. Mas, o cristão sabe que o "Reino de Deus não é desse mundo". Embora muito difícil, é possível atuar de forma cristã no mundo da política sem necessariamente querer transformar toda a Igreja num grande partido político. A organização das massas e a mobilização coletiva pode ser apenas uma estratégia para eleger um ou outro "salvador da pátria".

 

A espiritualidade, por outro lado, corre o risco de ser alienante e desencarnada de todas as realidades temporais. Essa é uma tentação continuada. Nossa dificuldade talvez, seja de encontrar um equilíbrio entre a contemplação e a "militância" própria de todos os cristãos.


Outro aspecto necessário para a boa atuação do leigo é a formação. Nesse sentido, todos precisamos de "dar razões para a nossa esperança". Contando apenas com boa vontade não se vai muito longe. O leigo não pode ser "Maria vai com as outras". Ele precisa saber o porquê de suas ações e de sua crença. A catequese infantil, embora necessária, não basta para responder aos grandes questionamentos atuais. Perguntas de adultos se respondem com respostas de adultos. De nada adianta uma pessoa ter três cursos superiores e ter parado na catequese infantil. Esse tipo de leigo ajuda pouco a Igreja.

 

Certamente, você já ouviu dizer que "uma andorinha não faz verão". Mas, tem muitos leigos que querem fazer tudo sozinhos e isolados. Os Conselhos de Pastorais, os Conselhos de Leigos são muito importantes para se efetuar uma ação planejada na Igreja. Não adianta muito o leigo ter espiritualidade e formação mas não ser capaz de trabalhar em equipe ou querer fazer tudo sozinho. A força da evangelização está na capacidade de planejamento e execução de um projeto. Com improvisos não se vai a lugar nenhum e o Espírito Santo não costuma dispensar o nosso esforço.


Os caminhos acima parecem difíceis, mas, na verdade, são interdependentes. Um acaba levando ao outro. Quem quer alimentar uma espiritualidade acaba se aprofundando na fé. Esse aprofundamento leva a pessoa ao engajamento pastoral. Mas, a ausência de um desses aspectos leva a pessoa a uma ação estropiada e míope. Os três aspectos se entrecruzam e se completam. Em qual deles você precisa crescer mais? Pense nisso!

 

Por Padre Gabriel

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