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Histórico da Paróquia de Nossa Senhora das Dores - Camacho

Primeiramente falemos do nome “Camacho”: alguns dizem que este nome se deve a um bandeirante chamado Manoel Picão Camacho, que aqui haveria se estabelecido no século XVIII. Tal fato carece de melhores e maiores comprovações, pois, Manoel Camacho é também fundador de Bom Despacho, bastante distante  de Camacho. Outros dizem que o nome se deve a uma tribo indígena – os Camachuás.

 


O escritor francês Saint Hilaire, faz referência ao povoado de Curral e Cachoeirinha em seu livro “Viagem às nascentes do rio São Francisco”.

 


Camacho tem Nossa Senhora das Dores como padroeira, pois está construído em terras doadas pela fazendeira Maria das Dores Nazaré, esposa do senhor de escravos José Arantes, sendo ela a doadora da primeira imagem de N. Sra. das Dores.

 


Camacho foi elevado a distrito de Itapecerica em 1° de Setembro de 1885, pela lei 3119, presente no livro das resoluções e regulamentos da província de Minas Gerais, às folhas 123. Com o advento da República (1889) sendo Camacho Distrito, passou a ter o seu Cartório de Registro Civil.

 


Aos 16 de junho de 1935 – Domingo de Pentecostes – Pe. Alberto Evangelista Marques, tomou posse como delegado paroquial, com a missão de elevar Camacho à Paróquia, que pertencia até então à Arquidiocese de Belo Horizonte.

 


Quando a “Bolsa de N. Sra. das Dores” foi concluída (um conto de Réis), Dom Cabral elevou Camacho à Paróquia. A elevação Canônica se deu à 1° de Janeiro de 1936.

 


Pe. Alberto, primeiro Pároco de Camacho, nasceu em 06 de Setembro de 1901 em Morro Vermelho, distrito de Caeté – MG. Era de uma família profundamente religiosa, todos os varões ( seis) se tornaram padres. O que morreu ainda criança queria também ser padre, sendo sepultado vestido de São Geraldo. Pe. Alberto estudou em Belo Horizonte, sendo ordenado por Dom Cabral em 1932. Esteve primeiramente em Maravilhas, sendo depois transferido para Camacho, onde ficou até a sua morte.

 


Pe Alberto era extremamente rígido e moralista. Não admitia  festas profanas, não assistia casamentos aos sábados – para impedir os bailes. Fazia –se respeitar pela palavra e pelas armas: chegou a dar tiros em alguns indivíduos que não respeitavam o silêncio do sábado Santo.

 


Pe. Alberto foi um desbravador, um verdadeiro bandeirante. Deu sua vida por Camacho, sendo um dos principais responsáveis pela elevação de Camacho à Cidade (1963). Em 1959 criou-se o bispado de Divinópolis, sendo Camacho transferido para a mesma.

 


Pe. Alberto aderiu o quanto pode ao Concílio, cumprindo à risca todas as decisões Conciliares, passando a celebrar em Português e de frente para o povo, usando apenas alva e estola. Dizia sempre que só não deixava de usar batina para não escandalizar o povo.  Pe. Alberto faleceu em 08 de Setembro de 1979, após uma longa enfermidade. Uma verdadeira multidão compareceu em seu funeral.  Por determinação de D. José Costa Campos, Pe. Alberto está sepultado no interior da Igreja Matriz, que ele mesmo construiu. Desde então, Camacho não teve mais padres residindo  na Paróquia.

 


 

 


 

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