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Histórico da Paróquia Santo Antônio - Mateus Leme

A Igreja – A construção iniciou-se na segunda metade do século XVIII, tendo finalizada em 1790, como registra a data inscrita em seu frontispício.


Segundo a historiadora Maria do Carmo Alvarenga Gomes Dodoy, do IEPHA, diferentes fontes históricas dão notícia de que no local em que si encontra a Matriz, o Padre Francisco Fernandes de Almeida, ou João Francisco da Silva, teria construído uma pequena capela, com recurso próprios, por volta de 1748. O Bispo D. Frei de José da Santíssima Trindade, que visitou a Capela em 1822, registrou: “... este padre tem sido o protetor da Capella, e com o seu dinheiro, e deligência fez a Capella toda de novo, e de pedra com bom adro...”


Mas para o historiador João Dornas Filho, que baseou sua versão em um ex-voto que existia na Igreja, foi o minerador Alferes, João Francisco da Silva, quem ergueu a Capela em reconhecimento a  um milagre no qual Santo Antônio lhe teria salva a vida. Conforme apontamentos da pesquisa de Maria do Carmo Godoy, a despeito destas diferentes colocações, trata de um mesmo personagem, cujas razões individuais o levou à edificação da Matriz, não havendo registro da participação de irmandade religiosa na construção, como é comum na maioria das Igrejas mineiras.


Segundo o relatório “ falta ainda todo o forro do corpo da Igreja, e conclusão dos dois altares laterais, dos quais um se acha sem pintura, e outro com falta ainda de obra de madeira, entalhamento e cimalhas, a qual não poderá ser concluída, sem o auxílio da província, atenta a pobreza do lugar¨. Portanto a talha do altar lateral esquerdo, assim como a pintura decorativa do forro da nave, foram confeccionados já na segunda metade do século XIX, provavelmente no terceiro quartel, que é o período onde se registram alguns pedidos de recursos para obras endereçadas ao governo provincial.


Reformas e vendas. No século XX, a Igreja passou por diversas reformas, todas por iniciativas da Paróquia ou da Comunidade. Embora seja difícil obter uma datação exata destas obras, é possível situar aproximadamente algumas delas: Em torno de década de 20, a ornamentação interna foi reformada. É desta época o marmoreado que cobre quase todas as paredes e que hoje estão recoberto por criação. A pintura do forro da nave, os quadros das paredes e a tela pintada que cobria o forro da capela-mor, também são desta época. Segundo moradores, todos estes trabalhos de ornamentação foram realizados pelo pintor Tavinho, natural do Sul de Minas. Dentre estas pinturas, destaca-se a tela que recobria o forro da Capela-mor por mais de 50 anos, Foi uma solução louvável que sugere a intenção de pintar em preservar a ornamentação original. Isto porque na maior parte das Igrejas, este tipo de intervenção consistia na repintura direta.


Em época posterior foi retirado o piso original que era em tábuas corridas e substituído por ladrilhos. O adro também foi modificado, tendo sido demolido o muro que o circundava e retirados os portões de ferro e a escadaria de pedra. Mas a maior perda sofrida pela Igreja, aconteceu no inicio dos anos 60, quando foram vendidas pelo pároco local, imagens sacras, lustre, alfaias e até mesmo as balaustrada da nave e da pia batismal. Todas estas peças eram originais. Nos anos subseqüentes, a Igreja esteve à margem de qualquer iniciativa no sentido de sua conservação, registrando-se apenas uma reforma do telhado e a intervenção do IEPH em 1976.

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