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Comentário do Evangelho do Domingo da Exaltação da Santa Cruz (Jo 3,13-17) - 14/09/14

sábado, 13 de setembro de 14 às 01:00

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13“Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem.

14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado,

15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna.
16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.

17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

 

Comentário do Padre Guilherme:

 

Nesta passagem vemos uma parte do diálogo entre Jesus e um homem chamado Nicodemos, que era um notável do povo, um mestre de Israel. Vendo o que Jesus realizava, sentiu-se tocado e foi ter com Ele para tentar compreendê-Lo melhor.
Jesus fala de sua elevação ao céu. Conforme explica, Sua subida é um retorno. O Filho do Homem desceu do céu e, após cumprir Sua missão, voltaria para junto de Deus.
Quando Jesus fala da serpente levantada por Moisés, está se referindo a um episódio que aconteceu com o povo de Israel e é contado no Antigo Testamento. Eles estavam no deserto e, sentindo-se ameaçados por serpentes, pediram que Deus os socorresse. Moisés, ouvindo a voz de Deus, fez uma serpente de bronze, fixou num haste e levantou-a. Todos que contemplassem esse símbolo, mesmo que mordidos pelas serpentes, viveriam (Nm 21,4-9; Sb 16,6-10). A essa imagem, Jesus compara Seu levantamento na cruz. Com Ele a cruz passou a ter significado de salvação porque é sinal de Sua morte redentora. Tornou-se lugar e sinal da Sua exaltação e glória. Assim como na serpente suspensa na haste era oferecida possibilidade de cura, Jesus suspenso na cruz oferece a salvação.
E, da mesma forma que na ocasião da serpente de bronze era exigido ter fé para ser curado, em Jesus na cruz também é necessário a fé para se alcançar a salvação. Sem a fé, a cruz torna-se apenas um sinal de derrota e fracasso em uma morte violenta. Pela fé, a cruz de Jesus é sinal, caminho e possibilidade de salvação.
Jesus ainda fala da grandeza do amor divino, capaz de entregar Seu Filho para a salvação de todos. Mas, mais uma vez, vem a exigência da fé: Aqueles que acreditarem não morrerão, mas terão a vida eterna.
É preciso valorizar a cruz de Jesus, o esforço feito por Ele. Olhar para a cruz de Jesus é encontrar incentivo para perseverança na fé. É sentir alegria por sermos destinatários de um amor capaz de tamanho sacrifício.
Com a força da fé, a cruz passa a ter novo significado: É caminho de vida plena, vida que vem de Jesus.
Por fim, Jesus afirma que Sua vinda ao mundo não teve como objetivo principal exercer julgamento. O motivo maior é a salvação. A cruz nos leva, sim, a emitirmos alguns julgamentos sobre nós mesmos: o que temos feito com nossa vida diante do que Jesus foi capaz de fazer por nós? Temos feito por merecer um amor tão grande, capaz de tal gesto extremo?
Contemplar a cruz de Jesus tem que nos levar a cada vez mais direcionar nossa vida ao caminho que Jesus ensinou. Somos convidados, inquiridos até, a buscarmos conversão.
Celebrar a exaltação da Santa Cruz é dar o devido valor à morte redentora de Jesus. E isso podemos e devemos fazer nos esforçando para viver essa conversão de vida.

 

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*Padre Guilherme da Silveira Machado é vigário paroquial na Paróquia de N. Sra. do Carmo, em Carmo do Cajuru. Apresenta os programas Caminhada na Fé, toda sexta-feira, às 14:00 horas, na Rádio Divinópolis AM 720 e Momento Mariano, aos domingos, ao meio-dia, na Rádio Santana FM 96,9.

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