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Comentário do Evangelho do 18º Domingo do Tempo Comum (Mt 13,13-21) - 03/08/14

quinta-feira, 31 de julho de 14 às 10:49

Evangelho Mt 13,13-21
<18º Domingo do Tempo Comum >

Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé.

14Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes.

15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!”

16Jesus, porém, lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!”

17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”.

18Jesus disse: “Trazei-os aqui”.

19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida, partiu os pães e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões.

20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

 

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

 

 

Comentário do Padre Guilherme:

 

A morte de João Batista serviu como um anúncio de que também a morte de Jesus estava para chegar. Como ainda não era hora de enfrentar a Paixão, porque ainda havia parte da missão a ser cumprida, Ele resolveu então se retirar com seus discípulos, indo para um lugar deserto. Além do cuidado para que não fosse preso antes da hora, é bem provável que Jesus e também os discípulos estivessem cansados de tantas atividades de evangelização.


Estar na presença de Jesus era motivo de alegria e esperança para todas as pessoas que o seguiam. Era um povo sofrido e desamparado. Que passava por muitas dificuldades, sem ter quem os guiasse. Eles tinham encontrado em Jesus a solução para seus problemas espirituais e de orientação de vida. Era um mestre que trazia para essas pessoas a esperança de que a vida podia ser melhor, de que os problemas pelos quais eles passavam não eram impedimento para a felicidade. Diante disso, podemos entender porque a multidão continuava seguindo Jesus, mesmo quando Ele desejava se afastar. Toda aquela gente não queria sair de perto d’Ele.


Jesus e seus discípulos decidem então sair de barco, atravessando um lago. Era talvez uma forma de despistar as pessoas que não paravam de os seguir. Mas isso não adiantou. A vontade de estar com Jesus e receber d’Ele bênçãos e curas e de ouvir Seus ensinamentos de vida era tanta, que as pessoas não desistiram de ir atrás d’Ele. Contornando o lago pela margem, muitas dessas pessoas chegaram ao outro lado e ficaram lá esperando. Quando Jesus chegou e viu essas pessoas, foi tomado de compaixão e continuou com os ensinamentos e curas.
Com a noite já se aproximando, os discípulos começam a se preocupar e foram pedir que Jesus mandasse aquela gente embora para poderem jantar. Para surpresa dos discípulos, o Mestre manda que eles mesmos providenciem o alimento para todos.


Os discípulos não conseguiram entender, mas o que Jesus fez nesta hora foi dar um ensinamento a eles a respeito da missão de alimentar espiritualmente o povo de Deus. Essa é a missão dos seguidores de Jesus, a missão da Igreja, que somos todos nós. Foi necessário que os discípulos colocassem para Jesus tudo aquilo que tinham. Ainda que fosse muito pouco o alimento oferecido pelos discípulos, pela entrega deles e com a bênção de Jesus, o milagre aconteceu e houve comida suficiente pra saciar a fome de todos.


Além da doação dos discípulos, foi necessário que a multidão se sentasse na grama. Isto significa que, para a graça de Deus acontecer, é necessário que as pessoas se coloquem diante de Deus.
Foi comida suficiente para que todos se sentissem satisfeitos e ainda sobrou muito. Esse milagre é contado nos quatro Evangelhos. Foi um fato que chamou muita atenção, marcou a história dos discípulos. Tratou-se mesmo de um milagre e não uma simples partilha solidária. Também podemos tirar como ensinamento deste acontecimento extraordinário que, com Jesus, a graça acontece de forma abundante e generosa da parte de Deus.


Nesta passagem podemos entender que Deus precisa apenas de um pouco a ser oferecido por nós como doação. O pouco que tivermos, colocado pra Ele com fé, é multiplicado e suficiente para que a graça aconteça na vida de muitos. Deus quer contar conosco, independente se temos muito ou pouco. O importante é a participação de todos.
Também podemos aprender neste trecho do Evangelho que é Jesus quem realiza a graça. É através d’Ele que podemos experimentar o amor de Deus.

 

 


Por: Padre Guilherme da Silveira Machado

Vigário paroquial na Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, em Carmo do Cajuru.

 

Padre Guilherme apresenta os seguintes programas: 

- Programa CAMINHADA NA FÉ, toda sexta-feira, às 14 horas, na Rádio Divinópolis AM 720;

- Programa MOMENTO MARIANO, todos os domingos, ao meio-dia, na Rádio Santana FM 89,9.

 

 

 

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