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Comentário ao Evangelho do Domingo de São Pedro e São Paulo (Mt 16,13-19) - 03/07/16

sexta-feira, 01 de julho de 16 às 08:21

Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e aí perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”

14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.
15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”

16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu.

18Por isso, eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la.

19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

 

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

 


Comentário do Padre Guilherme

 

Este trecho do Evangelho descreve Jesus verificando se os discípulos sabiam bem quem Ele é. A resposta da primeira pergunta, mostra que as pessoas não iniciadas na fé não tinham muita certeza de quem seria o Messias. Pensavam que talvez pudesse ser João Batista, que tinham conhecido pessoalmente, ou algum dos profetas de tempos anteriores.
Jesus dirigiu então a pergunta aos discípulos, que já tinham visto muitos sinais e ouvido os ensinamentos. A compreensão plena da identidade divina de Jesus só foi alcançada depois da ressurreição. Mas, mesmo sem ter ainda uma certeza total, a resposta de Pedro mostrou que os discípulos estavam no caminho para isso.


Jesus afirmou que esse entendimento vem da graça divina. É Deus Quem inspira e capacita o ser humano para reconhecer Sua presença. Se Pedro teve condições de saber isso foi porque deixou-se alcançar por Deus. Quem se deixa inspirar pelo Espírito de Deus consegue já perceber a presença divina, mesmo que ainda não plenamente.


Foi essa capacidade que possibilitou a Pedro ser alicerce sobre qual a Igreja foi fundada. A base da comunidade dos que seguem Jesus é a abertura para a inspiração divina. Se a Igreja buscar essa atitude, será vitoriosa contra as forças do mal.


As chaves do reino dos Céus são símbolo do domínio e poder de condução da Igreja, que são dadas por Jesus a quem permanece aberto à inspiração do Espírito Santo. Mesmo o ser humano sendo imperfeito e tendo fraquezas, quando se coloca à disposição do Criador, abre caminho para que a graça divina possa conduzir sua vida.


No final do trecho, Jesus manda que os discípulos não revelassem ainda aos outros Sua identidade divina. Mais que precaução para evitar ser preso ou causar agitação da multidão que O seguia, a intenção de Jesus era de não antecipar uma divulgação que somente deveria ser feita após Sua ressurreição. Tudo deveria ser feito no tempo certo.

 

 

Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira. Apresenta os programas Caminhada na Fé, toda sexta-feira, às 14 horas, na Rádio Divinópolis AM 720 e Momento Mariano, aos domingos, ao meio-dia, na Rádio Santana FM 96,9.

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