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Comentário ao Evangelho do Domingo da Assunção de Maria (Lc 1,39-56) - 16/08/20

sexta-feira, 14 de agosto de 20 às 17:51

 

Naqueles dias, 39Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito exclamou: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu. 46Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem. 51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre.” 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

Comentário do Padre Guilherme

 

Ao saber da gravidez de risco da prima idosa, Maria foi ficar com ela para ajudar. O trecho do evangelho descreve o encontro entre elas. O sentimento de alegria domina todos presentes: Maria, Isabel e sua criança ainda no ventre. Uma felicidade ao constatar que a esperança do povo na promessa divina tinha valido a pena. Deus agiu na história e a salvação iria chegar.

 

Inspirada pelo Espírito divino e cheia de felicidade, Isabel saudou a visitante com a exclamação que, somada à saudação do anjo Gabriel na Anunciação, formou depois a oração à Virgem Maria: “Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre!” Mais tarde, também outras pessoas se sentiram inspiradas por Deus diante da presença do Salvador, como o profeta Simeão na apresentação do Menino no Templo. A alegria e as exclamações jubilosas são prenúncios da glorificação de Jesus.

 

A pergunta de Isabel a Maria lembra a de Davi, no Antigo Testamento, quando a arca da Aliança foi trazida de volta a Jerusalém, depois de ter sido tomada pelos filisteus: “Como poderia vir à minha casa a arca do Senhor?” (2Sm 6,9). Enquanto a arca trazia uma presença espiritual do Deus de Israel, Maria, a “nova arca”, trazia no ventre a presença corporal de Deus em Jesus.

 

Isabel ainda disse: “Bem aventurada aquela que acreditou”. Confiança e fé em Deus são garantias de felicidade, pois possibilitam a ação divina na vida do ser humano. Ele só age e interfere na vida de quem acredita.

 

O cântico de Maria, conhecido depois por Magnificat, é de ação de graças e faz referência a passagens da Escritura que falam da ação de Deus pelo povo, cumprimento da promessa da Aliança. Expressa a oração do pobre que confia no Senhor. Maria é testemunha, pelo que se realizou em seu ventre e em sua vida, que a promessa de Deus se cumpre para os que têm fé.

 

O episódio reforça a ideia de Maria como a plena serva fiel. Depois de dizer “sim” a Deus, passou a ser caminho de Jesus à humanidade. E ser mãe do Salvador não lhe tirou a humildade e o sentimento de solidariedade em relação aos demais. A atitude dela ensina que o caminho da salvação é o da fé, da humildade, do serviço ao irmão necessitado e da confiança no amor do Deus fiel.

 

 

Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.

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