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Comentário ao Evangelho do 6º Domingo do Tempo Comum (Mt 5,20-22a.27-28.33-34a.37) - 16/02/20

sexta-feira, 14 de fevereiro de 20 às 22:59

 

 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 20“Eu vos digo: Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22aEu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo. 27Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. 28Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. 33Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. 34aEu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum. 37Seja o vosso ‘sim’: ‘Sim’, e o vosso ‘não’: ‘Não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”.

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

Comentário do Padre Guilherme

 

Nesta passagem do Evangelho de Mateus, vemos Jesus dando um sentido maior a alguns preceitos religiosos do povo daquele tempo. Jesus amplia o sentido de três preceitos religiosos: não matar (21-22); não cometer adultério (27-28); e não jurar (33-34a.37).

 

O convite de Jesus é para ir além, colocar mais em prática aquilo que vem da fé em todas as situações da vida. Muito mais do que aplicar os preceitos religiosos somente nas situações mais extremas, colocar em prática aquilo que nos dizem os mandamentos também nas situações mais simples e comuns de nosso dia-a-dia. Os mandamentos de Deus devem ser observados sempre.

 

Em Seu discurso, Jesus criticou os mestres da Lei e aos fariseus, porque eles cumpriam os preceitos religiosos mais nas situações onde podiam ser vistos. Uma religião de aparências. Jesus argumenta que a justiça não podia ser de aparências, do contrário, não se alcançaria o Reino dos Céus.

 

No primeiro ensinamento, Ele disse que não é só um assassinato que pode acabar com a vida de uma pessoa. Outras ações, como por exemplo, falar mal, fazer mal juízo, criticar injustamente, também podem ocasionar a morte. Ainda que não a morte física, mas da esperança, alegria, vontade de viver do semelhante.

 

No segundo ensinamento, aparece um alerta sobre adultério, muito mais sério que normalmente as pessoas consideram. Um simples pensamento já pode ser uma traição no coração de quem deu margem para que ele acontecesse. É preciso ter controle dos desejos. Ainda mais hoje, quando na cultura existe tanta exploração e degradação sexual.

 

No terceiro ensinamento, Jesus afirmou certo não é somente “não jurar”. O cristão tem que viver e dizer sempre a verdade. Ser pessoa de palavra. E palavra que seja tão sincera e verdadeira, que dispense juramentos.

 

*Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.

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