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Comentário ao Evangelho do 6º Domingo do Tempo Comum (Mt 5,20-22.27-28.33-34.37) - 12/02/17

quinta-feira, 09 de fevereiro de 17 às 00:50


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 20“Eu vos digo: Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus.
21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22aEu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo.
27Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. 28Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.
33Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. 34aEu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum. 37Seja o vosso ‘sim’: ‘Sim’, e o vosso ‘não’: ‘Não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”.

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

Comentário do Padre Guilherme

 

Nesta passagem do Evangelho de Mateus, vemos Jesus dando um sentido maior a alguns preceitos religiosos do povo daquele tempo. Jesus amplia o sentido de três preceitos religiosos: não matar (21-22); não cometer adultério (27-28); e não jurar (33-34a.37).


O convite que Jesus faz é para se ir além, colocando mais em prática aquilo que vem da fé em todas as situações da vida. Muito mais do que aplicar os preceitos religiosos somente nas situações mais extremas, somos chamados a colocar em prática aquilo que nos dizem os mandamentos também nas situações mais simples e comuns de nosso dia-a-dia.


A vida tem que ser cristã em todas as circunstâncias. Os mandamentos da lei de Deus precisam ser observados sempre.


Jesus fez uma crítica aos mestres da Lei e aos fariseus, porque eles cumpriam os preceitos religiosos, mais nas situações nas quais podiam ser vistos pelos outros. Viviam uma religião de aparências. Assim, Jesus disse aos Seus discípulos que a justiça deles tinha que superar aquela justiça de aparências, caso contrário, não mereceriam o Reino dos Céus.


No primeiro ensinamento, Jesus quis dizer que não é só um assassinato que pode acabar com a vida de uma pessoa. Outras ações, como por exemplo, falar mal, fazer mal juízo, criticar injustamente e outras ações ruins podem trazer a morte, ainda que não seja a morte física, mas pode resultar na morte da esperança, da alegria, da vontade de viver de nossos semelhantes.


No segundo ensinamento, Jesus alertou para a questão do adultério, que é muito mais séria e profunda do que as pessoas estão acostumadas a considerar. Um simples pensamento que seja adúltero, já é uma traição no coração de quem deu margem a esse pensamento. É preciso o controle dos desejos. Ainda mais em meio à atual cultura onde há uma exploração sexual exagerada e uma verdadeira degradação do sexo e do ser humano.


No terceiro ensinamento, Jesus disse que o certo não é somente não jurar. Quem quer ser cristão deve mesmo é dizer sempre a verdade, ser honesto e justo. Quem quer seguir Jesus deve ser pessoa de palavra. Uma palavra que seja tão sincera e verdadeira, que dispense juramentos. É urgente que vivamos a verdade. Sermos pessoas verdadeiras e coerentes com aquilo que acreditamos.


A melhor maneira para se alcançar isso na vida é ter Jesus como referência. Diante de todas situações, meditar sobre qual seria o jeito de Jesus agir. Ele é a medida, Ele é a verdade. Nossa vida toda, nas diversas situações, pequenas ou grandes, deve estar sustentada na verdade que é Jesus.

 


Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira. Apresenta os programas Caminhada na Fé, toda sexta-feira, às 14 horas, na Rádio Divinópolis AM 720 e Momento Mariano, aos domingos, ao meio-dia, na Rádio Santana FM 96,9.

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