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Comentário ao Evangelho do 5º Domingo da Quaresma (Jo 12,20-33) - 18/03/18

sexta-feira, 16 de março de 18 às 10:25

Naquele tempo, 20havia alguns gregos entre os que tinham subido a Jerusalém, para adorar durante a festa. 21Aproximaram-se de Filipe, que era de Betsaida da Galileia, e disseram: “Senhor, gostaríamos de ver Jesus”. 22Filipe combinou com André, e os dois foram falar com Jesus. 23Jesus respondeu-lhes: “Chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser glorificado. 24Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto. 25Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna. 26Se alguém me quer seguir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará. 27Agora sinto-me angustiado. E que direi? ‘Pai, livra-me desta hora?’ Mas foi precisamente para esta hora que eu vim. 28Pai, glorifica o teu nome!” Então veio uma voz do céu: “Eu o glorifiquei e o glorificarei de novo!” 29A multidão, que aí estava e ouviu, dizia que tinha sido um trovão. Outros afirmavam: “Foi um anjo que falou com ele”. 30Jesus respondeu e disse: “Essa voz que ouvistes não foi por causa de mim, mas por causa de vós. 31É agora o julgamento deste mundo. Agora o chefe deste mundo vai ser expulso, 32e eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim”. 33Jesus falava assim para indicar de que morte iria morrer”.

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

Comentário do Padre Guilherme

 

No meio da multidão que se dirigia a Jerusalém para as festas religiosas havia também estrangeiros que não eram judeus. A religiosidade e o jeito através do qual o povo de Israel se relacionava com Deus acabava atraindo até mesmo pessoas de outras origens e de outras culturas. Os gregos desta passagem parecem ser pessoas que buscavam um entendimento a respeito de qual fosse a divindade verdadeira. Tendo ouvido falar de Jesus, procuraram o discípulo Filipe, cujo nome tinha origens gregas, para saber como poderiam conhecer o Mestre.


Quando soube que aqueles estrangeiros queriam O conhecer, Jesus aproveitou a ocasião para ensinar sobre Si mesmo e sobre a Sua missão. Comparou Sua morte a uma semente de trigo que, ao cair na terra, se desfaz para que uma nova planta possa germinar. A morte redentora de Jesus trouxe vida nova para toda a humanidade. E também foi um acontecimento que nos incentiva a não dar valor exagerado à vida terrena, que sabemos ser passageira e finita. Como acreditamos na vida eterna, devemos entender que a vida deste mundo é como uma preparação. Um tempo em que podemos conhecer o amor de Deus e aprofundar nossa vocação mais profunda, que é o amor e a santidade.
O convite de Jesus é para que o ser humano, sabendo da finitude desta vida, não se apegue com exagero a ela. Vale a pena pensar na ligação que Ele faz entre seguir e servir. O seguimento a Jesus se realiza na prática também no serviço ao semelhante, principalmente aos mais necessitados e sofredores.


Jesus também sentia angústia diante dos sacrifícios desta vida, sobretudo o da Sua morte. Como toda pessoa normal, Ele também não gostava de sofrer. Mas encarava o sofrimento como parte desta vida e como oportunidade de santificação e de exercício da obediência ao Pai, que não quer que ninguém desista.


Quando pede que o nome do Pai seja glorificado, o pedido é que a vontade de Deus seja feita. Que Lhe dê as forças e os meios necessários para que possa cumprir bem Sua missão. A resposta vem através da voz dizendo que, depois dos sinais e ações que comprovavam a ação de Deus em Jesus, ainda haveria uma manifestação maior dessa presença divina: a ressurreição.


Todos os acontecimentos prodigiosos realizados na vida de Jesus foram para que os homens pudessem entender Sua missão. E a principal ação da vida d’Ele é a salvação da humanidade, não seu julgamento. De certa maneira, podemos dizer que o juízo final já começa a acontecer a partir do momento em que as pessoas acreditam ou não na obra do Filho de Deus. Quando o ser humano decide seguir o caminho de Jesus, as forças opositoras ao amor de Deus, que se personificam em satanás, são derrotadas.


A elevação de Jesus na cruz traz também um sentido figurado de que, através d’Ele, o ser humano pode se elevar a Deus. É Ele o caminho.

 

 

Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.

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