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Comentário ao Evangelho do 4o Domingo da Páscoa (Jo 10,11-18) - 22/04/18

sexta-feira, 20 de abril de 18 às 10:51

Naquele tempo, disse Jesus: 11“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. 12O mercenário, que não é pastor e não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. 13Pois ele é apenas um mercenário que não se importa com as ovelhas. 14Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, 15assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas. 16Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir; elas escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. 17É por isso que meu Pai me ama, porque dou a minha vida, para depois recebê-la novamente. 18Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo; tenho poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; essa é a ordem que recebi de meu Pai”.

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

Comentário do Padre Guilherme

 

 

Esse trecho do Evangelho de João faz parte de um discurso no qual Jesus revela Seu mistério. Essa imagem de pastor e ovelhas aparece muitas vezes em escritos do Antigo Testamento para descrever a relação de Deus com a humanidade. E também para falar sobre o Messias que era esperado.


O trabalho de um pastor exige que ele permaneça junto do rebanho. É preciso acompanhar, guiar e proteger as ovelhas, que são animais muito mansos e, por isso, vulneráveis. Jesus assumindo a condição humana é como um pastor que permanece junto de suas ovelhas. Ele acompanha, orienta e conduz a humanidade no caminho para a vida eterna.
A fala sobre falsos pastores, pode ser identificada como um alerta contra os chefes judaicos, sobretudo os religiosos daquele tempo. Um mercenário é alguém que só tem interesses egoístas. Assim eram os chefes religiosos do tempo de Jesus, que buscavam ter importância, ser influentes e se beneficiar da fé das pessoas.


E o povo se identificava mais com as coisas que Jesus ensinava. O que Ele dizia tocava o coração das pessoas, despertava nelas a esperança e o desejo de uma vida diferente e melhor. Fazia bem ouvir Jesus. Eram como ovelhas reconhecendo seu pastor.


Jesus é um pastor que ama a ponto de ser capaz de entregar Sua vida por causa das Suas ovelhas. Por isso podemos entender que na obediência à vontade do Pai se encontra também Sua liberdade. Quem acredita profundamente no amor divino passa a entender que para ser livre basta fazer a vontade de Deus. Se Ele ama infinitamente, em Sua vontade jamais será permitido o sofrimento de quem O ama. No fim das contas, os sofrimentos desta vida passam a ser insignificantes se comparados à grandeza desse amor infinito.


Jesus fala também da universalidade de Sua missão. Ele veio para trazer a salvação a toda humanidade. Não apenas para as pessoas daquele tempo ou somente para o povo de Israel. As outras ovelhas, de outros lugares e tempos também são destinatárias da salvação. Todo ser humano é capaz de ouvir a voz de Deus em Jesus. E, ouvindo essa voz, reconhecer nela o pastor que conduz à vida eterna.

 

Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira

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