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Comentário ao Evangelho do 4º Domingo da Páscoa (Jo 10,27-30) - 12/05/19

sexta-feira, 10 de maio de 19 às 07:00

 

Naquele tempo, disse Jesus: 27“As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão. 29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”.

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

Comentário do Padre Guilherme

 

Não havia quem ficasse indiferente ao se deparar com Jesus. Suas palavras, gestos, ensinamentos e todas realizações afetavam de alguma forma todos que com Ele tivessem algum contato. Em alguns, a reação era positiva, trazia esperança, descoberta da fé, melhor conhecimento a respeito de Deus e felicidade diante da vida. Em outros, a reação podia ser de insegurança diante de uma ameaça à fé que insistiam em conservar.

 

Para um grupo de pessoas pertencentes à fé judaica daquele tempo, Jesus era desconcertante. Falava coisas e realizava ações que eles não podiam aceitar vindas de um homem que, para eles, não passava de um ser humano comum. Assim, passavam a prestar atenção a tudo que Ele fizesse, buscando argumentos que pudessem usar para poder desacreditá-Lo.

 

Esta passagem apresenta trecho da resposta de Jesus a um pequeno grupo de judeus que queriam ouvir de Sua boca se era ou não o Messias. Não estavam interessados em conhecer sobre a divindade de Jesus nem ouvir Seus ensinamentos, mas algum motivo para poder acusá-Lo da blasfêmia de, sendo um humano, Se proclamar Deus.

 

Ele já mostrava bem quem era, por todas as palavras e ações que vinha realizando desde o início de Seu ministério. Entretanto, há uma característica no anúncio de Jesus que é de somente poder ser plenamente compreendido pelos Seus. E quem são esses Seus? Assim como existe conhecimento e confiança entre um rebanho de ovelhas e seu pastor é a maneira de conhecer e confiar de Jesus com Seus seguidores.

 

Quem se coloca no seguimento, na fé, na entrega, na simplicidade e no acolhimento daquilo que vem de Jesus é capaz de estabelecer com Ele uma relação profunda de amizade e aliança.

 

As ovelhas são animais dóceis. Sempre serviram na cultura humana para representar inocência. Quem não busca o desapego permanece num estado de cegueira espiritual, que impede a contemplação das verdades de Deus. Esse grupo de judeus conservavam muito apego aos preceitos antigos da fé. E nem todos por alguma preocupação religiosa ou espiritual. Havia mesmo os que se beneficiavam dessa fé. Levados pelo egoísmo e ganância, estavam dispostos a tudo para poder conservar seu status.

 

Satisfazendo a vontade desses judeus, a resposta dada por Jesus acabou sendo a que eles queriam. Mesmo apresentada com um ensinamento que teria poder de lhes fazer repensar sua atitude, eles continuavam na intenção de deter Jesus a todo custo e conservar seus benefícios.

 

Ainda, hoje, não são poucos os que permanecem fechados ao anúncio de Jesus. Para algumas pessoas, esse fechamento pode ser revertido. Mas, para isso é preciso iniciativa de parte deles mesmos. Por mais que o anúncio evangélico, hoje, seja feito de muitas formas, por muitos meios, tecnologias e possibilidades (como, por exemplo, este espaço), de nada adiantará se aqueles que ouvem (ou leem) não adotarem uma atitude de abertura para as coisas do Senhor.

 

Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.

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