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Comentário ao Evangelho do 33o Domingo do Tempo Comum (Lc 21,5-19) - 17/11/19

quinta-feira, 14 de novembro de 19 às 07:00

 

 

Naquele tempo, 5algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6“Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. 7Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?” 8Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. 10E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu. 12Antes, porém, que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. 13Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. 14Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; 15porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. 16Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. 17Todos vos odiarão por causa do meu nome. 18Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. 19É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!”

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

Comentário do Padre Guilherme

 

Esta fala de Jesus foi pronunciada, em Jerusalém, como um encerramento de Seu anúncio. É um discurso a respeito do fim, onde aparecem um alerta sobre o perigo do apego às forças e seguranças puramente humanas, sobre a fragilidade dos bens materiais e um chamado à perseverança na fé e confiança em Deus.

 

Enquanto algumas pessoas se admiravam com as belezas materiais do Templo de Jerusalém, Jesus chamou atenção para preocupações mais importantes que deveriam ocupar o pensamento de Seus seguidores.

 

O Templo de Jerusalém tinha sido construído por Herodes Magno por volta do ano 19 a.C. (Jo 2,20). Ainda estava bem conservado no tempo de Jesus e era ricamente ornamentado com bonitas pedras e decorado com ofertas dos fiéis. Jesus ensinou que a fé não pode estar baseada em coisas materiais como uma edificação. Assim como foi construído, um templo feito de tijolos e pedras também pode ser destruído. O fundamento da fé deve estar é no coração do ser humano.

 

Naquela época, as previsões sobre o final dos tempos costumavam falar de ruína do Templo. E, diante dessa fala de Jesus, as pessoas ficavam curiosas a respeito de quando aquela construção seria destruída. Esse acontecimento poderia ser indicação de que outro evento importante estava para acontecer, como a chegada do messias que esperavam ou o final dos tempos.

 

Jesus também falou para se ter cuidado com falsos profetas, pessoas mal-intencionadas que podiam querer tirar proveito da boa-fé e da inocência dos fiéis desavisados. Esses profetas costumavam se aproveitar dos acontecimentos trágicos que normalmente ocorrem na história da humanidade alegando se tratar de sinais do fim.

 

Os sinais autênticos da chegada do fim dos tempos serão perceptíveis. Não serão apenas tragédias ou desastres naturais. Ocorrerão perseguições às pessoas que creem. Mas estas são chamadas a permanecer na fé. Assim como Jesus teve de enfrentar injustiças sendo perseverante no que acreditava, também deverão ser Seus seguidores. É na dificuldade que o discípulo de Jesus é convidado a dar testemunho.

 

Todos acontecimentos difíceis da vida podem servir como indicações de que esta não é a vida definitiva. Jesus incentiva a conservar no coração um sentimento de esperança, por mais sofridas que sejam nossas provações. O esforço de permanecer na confiança e esperança no amor de Deus é a resposta que devemos apresentar diante de tudo aquilo que pode querer nos enfraquecer ou tirar nossa alegria. E ninguém pode dizer que não tem forças para seguir em frente, uma vez que o próprio Jesus prometeu auxiliar quando sentirmos não conseguir mais continuar.

 

Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.

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