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Comentário ao Evangelho do 3º Domingo do Advento (Lc 3,10-18) - 16/12/18

sexta-feira, 14 de dezembro de 18 às 09:42

Naquele tempo, 10as multidões perguntavam a João: “Que devemos fazer?” 11João respondia: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo!” 12Foram também para o batismo cobradores de impostos, e perguntaram a João: “Mestre, que devemos fazer?” 13João respondeu: “Não cobreis mais do que foi estabelecido”. 14Havia também soldados que perguntavam: “E nós, que devemos fazer?” João respondia: “Não tomeis à força dinheiro de ninguém, nem façais falsas acusações; ficai satisfeitos com o vosso salário!” 15O povo estava na expectativa e todos perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. 16Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. 17Ele virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”. 18E ainda de muitos outros modos, João anunciava ao povo a Boa Nova.

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

Comentário do Padre Guilherme

 

João Batista anunciava a chegada do Messias e, junto disso, convidava todos a viver uma conversão, abandonando as práticas pecaminosas como forma de preparação. Diante da pergunta que as pessoas lhe faziam do que era preciso fazer para viver essa mudança, ele explicava: esforçar-se por viver com mais justiça e solidariedade.


Tanto os cobradores de impostos quanto os soldados eram pessoas muito malvistas na sociedade judaica daquele tempo, porque estavam a serviço da ocupação romana da região. João afirmava que eles também podiam realizar alguma mudança de vida, praticando menos opressão em relação aos semelhantes. Isso era, já, uma indicação de que o reino a ser estabelecido pelo Salvador era aberto a todos que se dispusessem a abandonar o pecado.


A radicalidade no anúncio da chegada do Reino de Deus e na vivência da conversão faziam com que muita gente chegasse a pensar que talvez João Batista fosse o Salvador esperado. Por isso, João deixava bem claro que era somente alguém que preparava o caminho. Seu batismo era feito com água, ao contrário do batismo do Messias, que seria feito no Espírito e com fogo. Essas palavras podem ser entendidas como um prenúncio de Pentecostes, quando o Espírito, em forma de línguas de fogo, desceu sobre os discípulos.


A imagem da colheita do trigo, que João faz referência, sempre aparece em passagens do Antigo Testamento como representação do juízo final: os grãos são recolhidos no celeiro, assim como as pessoas boas são levadas para a vida eterna. E a palha é separada para ser queimada, como as pessoas ruins são destinadas à condenação, num fogo que nunca se apaga. Os grãos de trigo são valiosos e podem se prestar a muitas finalidades boas. Enquanto a palha não tem muita serventia, a não ser como alimento para o fogo. Também o ser humano é colocado diante de duas possibilidades, conforme o caminho de vida escolhido: seguindo o bem ou o mal.


O convite feito por João Batista, naquele tempo, alcança também os seres humanos dos tempos atuais. Todos somos chamados a estar preparados para o encontro com o Salvador. E, para isso, é preciso permanecer em condições de vida digna e santa para poder alcançar a salvação que vem de Deus.

 

Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.

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