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Comentário ao Evangelho do 3º Domingo da Quaresma (Lc 13,1-9) - 24/03/19

sexta-feira, 22 de março de 19 às 08:40

1Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam. 2Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? 3Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. 4E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. 6E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. 7Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’ 8Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. 9Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’”.

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

Comentário do Padre Guilherme

 

Para o povo daquele tempo, as tragédias que aconteciam na vida das pessoas só podiam ser ação da ira divina dirigida aos pecadores. Assim, por não terem sido vítimas desses supostos castigos, sentiam-se tranquilos e menos pecadores. Como Jesus falava sobre as coisas de Deus com autoridade mas, quase sempre de forma diferente do pensamento comum daquele tempo, algumas pessoas foram buscar d’Ele confirmação para essa história de castigo no caso de algumas pessoas que foram mortas pelo governante romano da região na época, Pôncio Pilatos.

A resposta de Jesus não foi o que eles esperavam. Na verdade, foi mais uma chamada de atenção à necessidade de conversão. Porque, caso não acontecesse mudança de vida, provavelmente o destino desses que se consideravam mais santos poderia ser o mesmo ou até pior. Ele cita, inclusive, o caso de outras pessoas que morreram no desabamento de uma torre e que, nem por isso deveriam ser consideradas mais pecadoras. Pecadores todos são e, por isso, a necessidade da conversão é para todos.

Para falar dessa urgência de conversão e ensinar que as tragédias da vida devem ser encaradas como advertências sobre essa necessidade, Jesus contou a parábola sobre uma árvore que estava para ser cortada por não ter dado frutos. Essa imagem de figueira infrutífera era já bem conhecida pelo povo daquele tempo como figura representativa do comportamento infiel do povo de Deus. Aparece em alguns trechos dos livros do Antigo Testamento (Jr 8,13; Mq 7,1). Pelo pedido e esforço do empregado, a árvore teve ainda uma chance. Mas, caso não desse os frutos desejados seria mesmo cortada.

Semelhante situação é a da vida de muitas pessoas que não dão os frutos esperados por Deus nesta vida. Embora permaneçam estacionadas na vida de fé, existe alguém que ainda se oferece para trabalhar pela conversão delas. Nesse alguém, podemos ver os parentes e pessoas que rezam pela conversão, a Igreja e todos aqueles que se esforçam para levar o anúncio de Deus a todos. Entretanto, caso continuem ignorando as advertências e não busquem viver a conversão, o destino dessas pessoas poderá ser o mesmo da árvore que não dá frutos: serem descartadas, deixadas de lado.

As palavras de Jesus nos levam a pensar no fato que todos são pecadores e necessitam de conversão. E que é preciso aproveitar as oportunidades que ainda restam para buscar viver uma vida nova sem pecado.

 

Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.

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