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Comentário ao Evangelho do 16º Domingo Comum (Mc 6,30-34) - 19/07/15

sexta-feira, 17 de julho de 15 às 13:20

Naquele tempo, 30os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

Comentário do Padre Guilherme

Antes mesmo que Jesus terminasse Sua missão, os discípulos já começavam a seguir Seu exemplo de anúncio, realizando já experiências de pregações. Eles experimentavam e retornavam ao Mestre para Lhe contar o que haviam feito. Jesus os orientou a buscarem um lugar sossegado para poderem descansar um pouco. Em toda atividade missionária o esforço e desgaste eram grandes, uma vez que havia muito a se realizar.


Devido ao bem que todos sentiam junto de Jesus e Seus discípulos, era cada vez maior o número das pessoas que não queriam ficar mais longe deles. Uns querendo ouvir os ensinamentos, outros desfrutar do benefício das curas e milagres. Assim, se Jesus e os discípulos não se afastassem de vez em quando para descansar, não conseguiriam continuar a missão. Para conseguirem um pouco de paz e descansar, saíram então de barco e navegaram para um local que estava deserto.


Mas a multidão não desistia. Mesmo Jesus e os discípulos atravessando as águas de barco, os seguidores contornaram o lago, acompanhando o pequeno barco com a visão, e os alcançaram do outro lado.


Jesus percebeu que seria difícil não acolher aquela multidão. Eram pessoas sofridas, sem orientação. Cheias de desejo por uma vida melhor, mas sem ter quem as guiasse. Assim, mesmo estando cansado, Jesus continuou a ensinar e realizar curas.


A missão de Jesus e Seus seguidores ainda continua nos dias de hoje. Como naquele tempo, existe ainda muito a fazer, muita gente a ser alcançada pela graça de Deus. A urgência é grande, não há tempo a perder. E são poucas as pessoas dispostas a colaborar para atender as necessidades espirituais de tanta gente que continua vagando desamparada pelo mundo, sem ter quem os ajude.


Grande é o número de filhos de Deus que se perdem no caminho, seduzidos pelas tentações do mal e do pecado. Todos querem ser felizes, mas lhes falta a reta orientação. Assim, acabam seguindo por caminhos que, ao invés de levar à felicidade e ao bem, conduzem ao sofrimento e até mesmo à morte.


Diante da urgência de muitas situações, muitas vezes aqueles que se colocam a serviço não têm tempo nem mesmo para descansar. Por isso é preciso rezar para que mais operários se coloquem à disposição da missão. Para que mais pessoas se salvem e que os envolvidos na missão não desanimem nem percam as forças.

 

 

Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira. Apresenta os programas Caminhada na Fé, toda sexta-feira, às 14:00 horas, na Rádio Divinópolis AM 720 e Momento Mariano, aos domingos, ao meio-dia, na Rádio Santana FM 96,9.

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