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Comentário ao Evangelho do 1º Domingo do Advento (Mt 24,37-44) - 27/11/19

quinta-feira, 28 de novembro de 19 às 13:00

 

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: 37“A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. 38Pois nos dias, antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. 39E eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem. 40Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. 41Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada. 42Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 43Compreendei bem isto: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”.

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

Comentário do Padre Guilherme

 

Jesus faz uma advertência sobre o futuro para as pessoas que tem fé. A base da reflexão é a vinda gloriosa do Senhor, que vai inaugurar o tempo do juízo final, o final dos tempos. E também a incerteza de quando será essa vinda. Há somente duas certezas: 1- Jesus virá; 2- virá inesperadamente. São duas convicções que devem levar quem acredita a uma atitude de vigilância. É preciso estar preparado.

 

A incerteza de quando será o fim tira do ser humano qualquer possibilidade de programação e impõe uma urgência na conversão. E a referência aos acontecimentos que se deram no dilúvio mostra que, conforme o estado de vida espiritual em que as pessoas se encontrem, terão destinos diferentes depois do juízo final.

 

A imprevisibilidade dos acontecimentos, que serão decisivos para o destino da humanidade, é um impedimento para que as pessoas permaneçam despreocupadas ou inconscientes.

 

Para ilustrar a necessidade da vigilância, Jesus usa como comparação o fato de as pessoas serem cuidadosas contra investidas de ladrões ou visitantes indesejados em suas casas. A ação dos malfeitores é sempre imprevisível. Um ladrão nunca avisa quando vai invadir uma casa. Mas isso não faz com que o dono de uma casa não adote certos cuidados para proteção.

 

A vigilância para a qual Jesus convida envolve também certa preparação. No tempo do dilúvio, as pessoas não levaram em consideração a necessidade de se preparar, porque ignoravam que pudesse acontecer alguma coisa. Tão entranhados estavam nas práticas pecaminosas que não deram atenção aos avisos feitos pelos profetas. Somente quem se preparou, como Noé, sobreviveu.

 

Da mesma forma, na vinda gloriosa do Senhor, quem não se preparar e não estiver vigilante não poderá esperar algum destino de salvação. O alerta permanece válido até os dias de hoje para quem acredita. A necessidade do abandono do pecado e da busca da conversão são urgências na vida dos seguidores de Jesus.

 

Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.

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