Peça antiquíssima do Espírito Santo, esculpida em Madeira, é devolvida à Paróquia de Nossa Senhora da Piedade, de Pará de Minas

Sexta-feira, 18 de maio de 2018 às 7h 10  - Atualizado às 7h 17

É com imensa alegria, que comunicamos a todos esta boa notícia. Certamente muitos se perguntarão: qual peça é esta? Só os mais idosos se lembrarão dela. É uma obra em madeira, conhecida como Pomba Dourada, pertencente ao acervo da Antiga Matriz de Nossa Senhora da Piedade, demolida em 1971, em Pará de Minas. Ela se encontrava na sede da Diocese, na Catedral do Divino Espírito Santo, em Divinópolis. Agora, será apresentada à Comunidade, no dia de Pentecostes, 20 de maio (domingo), às 18h, na Praça Padre José Pereira Coelho, onde se encontrava o prédio da antiga Matriz. Faremos uma procissão pelas ruas de Pará de Minas e rezaremos, pedindo os sete dons do Santo Espírito. Na chegada ao Santuário, faremos, solenemente, a entronização da imagem e celebraremos, às 19h, a Santa Missa. Nossa caminhada será abrilhantada pela Banda de Música Santa Cecília. A imagem ficará exposta, na Capela do Senhor Morto, para a veneração dos fiéis e para apreciação dos historiadores e de pessoas de reta intenção. É uma grande conquista, pois essa peça representa para o povo desta cidade um valioso patrimônio, símbolo de religiosidade e fé. Ela ainda permanece viva na memória e no coração de muitas pessoas que a conheceram e se lembram dela exposta dentro da igreja Matriz. Recente pesquisa nos conta que Silvestre Pereira Coelho (Vete, 1920 † 2014), funcionário público estadual, filho de Osório Pereira Coelho (*1873 † 1945, sacristão da antiga Matriz Nossa Senhora da Piedade) era sobrinho do Padre José Pereira Coelho (Padre Zeca, 1868 † 1940,  Vigário da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Pará de Minas, de  01/11/1906 a 05/07/1940, quando faleceu). Silvestre (Vete) era também sobrinho do Padre Silvestre Pereira Coelho. Ele nasceu e viveu nas imediações da nossa antiga Matriz de  Nossa Senhora da Piedade, frequentando-a até a sua demolição em 1971. A Casa Paroquial também foi muito frequentada por ele, principalmente na época do tio dele, Padre Zeca, Vigário da Paróquia, e dos sucessores, já que a mãe e suas tias cuidavam da Casa Paroquial e das vestimentas dos padres. Há relatos de Vete que garantem que a Pomba Dourada, esculpida em madeira, que ficava localizada no centro de talhas igualmente douradas que encimavam o retábulo do altar-mor da antiga Matriz de Nossa Senhora da Piedade, havia sido confeccionada por Adão – um dos escravos de Antônio José de Melo, bisavô dele, e avô de seu pai, o sacristão Osório Pereira Coelho, do Padre José Pereira Coelho (Padre Zeca) e do Padre Silvestre Pereira Coelho. Daí a riqueza afetiva desta obra. A sua devolução resguarda o patrimônio religioso, histórico e cultural de Pará de Minas. Agradecemos de modo especial à Secretaria Municipal de Cultura pela preciosa parceria e também à Paróquia do Divino Espírito Santo pela gentileza da devolução da peça ao lugar de sua origem. Convidamos a todos para participarem deste momento tão festivo para a Comunidade Católica Cristã de Pará de Minas.

 

POR PADRE CHARLEY

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