Comentário ao Evangelho do 5º Domingo da Quaresma (Jo 11,3-7.17.20-27.33b-45) - 02/04/17

Quinta-feira, 30 de março de 2017 às 15h 00  - Atualizado às 11h 44

Naquele tempo, 3as irmãs de Lázaro mandaram dizer a Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”. 4Ouvindo isto, Jesus disse: “Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. 5Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. 6Quando ouviu que este estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava. 7Então, disse aos discípulos: “Vamos de novo à Judeia”. 17Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias. 20Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”. 23Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” 27Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.33bJesus ficou profundamente comovido 34e perguntou: “Onde o colocastes?” Responderam: “Vem ver, Senhor”. 35E Jesus chorou. 36Então os judeus disseram: “Vede como ele o amava!” 37Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?” 38De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma caverna, fechada com uma pedra. 39Disse Jesus: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, interveio: “Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias”. 40Jesus lhe respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” 41Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. 42Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste”. 43Tendo dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” 44O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano. Então Jesus lhes disse: “Desatai-o e deixai-o caminhar!” 45Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senho
r.

 

 

Comentário do Padre Guilherme

 

A doença de Lázaro, que acabou causando sua morte, deu oportunidade para que Jesus realizasse o sinal (milagre) mais impressionante para a sociedade daquele tempo. Por isso, Jesus afirmou que não terminaria na morte. Essa doença pode ser considerada o ponto de partida dos acontecimentos que acabaram ocasionando a morte de Jesus e, em seguida, a sua glorificação, na ressurreição.


Jesus sabia muito bem o que ia fazer, por isso, não teve pressa de ir ao encontro de Lázaro e suas irmãs.


No diálogo entre Jesus e Marta pode-se perceber o que era a crença das pessoas daquele tempo a respeito do que acontecia depois da morte. E também a revelação que Jesus fez de Si mesmo. Nele, a morte não é um fim, como poderiam pensar as pessoas que não têm fé, mas a ocasião de passagem para a vida eterna.


O choro de Jesus diante do túmulo de Lázaro mostra Sua comoção diante da morte de um amigo querido e da dor daqueles que amavam o falecido. Mas, também podemos ver nessa emoção de Jesus um sentimento de tristeza diante das lamentações que são expressão da impotência do ser humano diante da morte. Aquelas pessoas ainda não tinham compreendido o que Ele anunciava.


Depois, diante do escárnio dos que murmuravam questionando se Jesus não podia ter impedido a morte de Lázaro, Ele sentiu mais uma forte emoção. Que pode ser uma certa inconformidade diante da ignorância de fé daquele povo. Isso deu mais força para que Ele se decidisse mesmo a trazer de volta à vida o amigo falecido. Seria oportunidade para que essas pessoas passassem a acreditar.


Mesmo Marta, que fazia parte do grupo mais próximo de Jesus, ainda não tinha compreendido. Ela questionou o fato de se abrir o túmulo.


Jesus pediu a Deus a realização do milagre. Não foi Ele que realizou, mas Deus Pai. Jesus assume a condição humana e mostra que a oração a Deus é capaz de surtir efeito.
Diante de um sinal tão forte e marcante, as pessoas que presenciaram não tinham mais como negar que Jesus tinha poder. Esse milagre teve influência na sucessão de fatos que levaram à morte de Jesus. Seus adversários certamente ficaram muito preocupados com o que poderia acontecer dali em diante. Muitas pessoas começavam a ter, cada vez mais, o entendimento que Jesus era mesmo o messias esperado. Se as coisas continuassem a seguir o rumo que pareciam ter, esses poderosos iam acabar perdendo seu poder, benefícios e influência. Assim, devem ter decidido que precisavam interromper Jesus a qualquer custo e o mais rapidamente possível.

 

 

 

Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira. Apresenta os programas Caminhada na Fé, toda sexta-feira, às 14 horas, na Rádio Divinópolis AM 720 e Momento Mariano, aos domingos, ao meio-dia, na Rádio Santana FM 96,9.

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