Rádio Santa Cruz conversa com haitianos que vivem em Pará de Minas

Segunda-feira, 3 de agosto de 2015 às 14h 26  - Atualizado às 16h 21

Via de regra, alguns são muito incompreendidos. Nem todos entendem as razões de quem vive como refugiado em uma terra distante da sua. Estamos falando dos haitianos, no Brasil. A entrada deles em nosso país ganhou força depois que um terremoto arrasou o Haiti, em 2010, e matou mais de 300 mil pessoas!  A maior parte deles chega ao Brasil pelo Estado do Acre. Só em 2015 (e olha que ainda estamos no meio do ano), foi registrada a entrada de mais de 7 mil haitianos no Brasil e acredita-se que passa dos 50 mil o número deles que já vivem entre  nós. Para chegar ao Brasil, uma espécie de terra prometida, alguns passam por verdadeiros massacres.

 

Na tarde de ontem (02/08) no Programa Sala Vip, da Rádio Santa Cruz, dois haitianos contaram um pouco de tudo isso. São dois irmãos: Samuel Fenelon e Jonathan Fenelon, com 22 e 19 anos, respectivamente. Samuel já vive há mais tempo no Brasil (cerca de 2 anos). Jonathan acaba de chegar e ainda sofre muito com a língua e costumes. Ambos falam a língua francesa (criole) e espanhol. Agora estão aprendendo a língua portuguesa. Samuel tem o sonho de ser cantor e confessa que gosta muito da música brasileira. Sua maior dificuldade é decorar as letras das músicas. 

 

Chegar até Pará de Minas, foi uma graça de Deus, segundo Samuel. A estória é comprida e sofrida também. Agora estão trabalhando e todo mês envia um dinheirinho para o pai, que continua no Haiti, com duas filhas pequenas. Veja, abaixo, parte dessa conversa:

 

 

Samuel agradece a Deus por estar morando em Pará de Minas. Diz que foi bem acolhido na Cidade. Mas, nem todos os haitianos, no Brasil, têm essa sorte. Muitos são discriminados e sofrem maus-tratos.  Em 2013, no canal de Maycon Silva, no Youtube, o apresentador Cazé conversa com haitianos refugiados no Acre. No episódio sobre 'Refugiados', Cazé esteve na cidade de Brasiléia, no sul do Acre, para conversar com haitianos que ingressaram no Brasil pela fronteira com o Peru.

Confira, abaixo:

 

Apaixonado pela música brasileira, Samuel sonha em ser um cantor. Gosta do ritmo e dos sons do Brasil. Por isso, levou o seu violão para a entrevista. Chegou a cantar algumas músicas e contou com a aprovação dos ouvintes:

 

Entre os artistas preferidos de Samuel, ele cita Fagner, Ana Carolina, e os novos ritmos sertanejos. Gosta também de Chitãozinho e Xororó, além de outros cantores espanhóis e franceses. Seu maior desejo é aprender bem a língua portuguesa para cantar as nossas músicas e, assim, com sua arte, poder ajudar o pai, no Haiti.

 

Fotos

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