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Vaticano apresenta o logotipo do Jubileu Extraordinário da Misericórdia

terça-feira, 05 de maio de 15 às 13:58

Na manhã desta terça-feira, às 11h30 de Roma, realizou-se na Sala de Imprensa do Vaticano, com a coordenação do Padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa e da Rádio Vaticano, uma conferência de imprensa de apresentação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Intervieram no ato, Dom Salvatore Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização e Mons. Graham Bell, subsecretário deste mesmo dicastério.

 

No seu discurso, Dom Salvatore Fisichella iniciou por sublinhar que na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, que permanece como a carta programática do pontificado do Papa Francisco, é sintomática uma expressão para compreender o sentido deste Jubileu extraordinário que foi anunciado no passado 11 de Abril: “A Igreja vive um desejo inexaurível de oferecer misericórdia, fruto de ter experimentado a misericórdia infinita do Pai e a sua força difusiva” (Eg 24).>>.

 

É, por conseguinte, disse o prelado, a partir deste desejo que deve ser relida a Bula de Proclamação do Jubileu Misericordiae vultus, onde o Papa Francisco descreve as finalidades do Ano Santo. E, como já indicado, recordou, as duas datas indicativas serão o 8 de Dezembro de 2015, solenidade da Imaculada Conceição, que marca a abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro e o 20 de Novembro de 2016, Solenidade de Jesus Cristo, Senhor do Universo, que é a conclusão do Ano Santo. Entre estas duas datas realiza-se um calendário de celebrações com diferentes eventos.

 

Entretanto, prosseguiu Dom Fisichella, é bom recordar já, para que não fiquem dúvidas, que o Jubileu da Misericórdia não é e não deseja ser o Grande Jubileu do Ano 2000. Qualquer comparação, portanto, não tem sentido, porque cada Ano Santo tem as suas peculiaridades e as próprias finalidades. O Papa deseja que este Jubileu seja vivido em Roma, bem como nas Igrejas locais; este fato implica uma especial atenção à vida das Igrejas individuais e às suas exigências, de modo que as iniciativas não sejam uma sobreposição ao calendário, mas sejam antes complementares.

 

Outro fato sublinhado por Dom Fisichella é que desta vez, pela primeira vez na história dos Jubileus, é oferecida também a possibilidade de abrir a Porta Santa – Porta da Misericórdia – nas próprias dioceses, particularmente na Catedral ou numa igreja especialmente significativa ou num Santuário nomeadamente importante para os peregrinos. Do mesmo modo, acrescentou, é fácil perceber pela Bula de proclamação outras características que tornam único este Jubileu. Desde já o apelo à misericórdia rompe os esquemas tradicionais.

 

De fato, recordou o prelado, a história dos Jubileus é caracterizada pelos ritmos de 50 e 25 anos. Os dois Jubileus extraordinários respeitaram a data do aniversário da redenção realizada por Cristo (1933.1983). Este é, por seu lado, um Jubileu temático. Assenta, fortemente, no conteúdo central da fé e pretende recordar à Igreja a sua missão prioritária de ser sinal e testemunho da misericórdia em todos os aspectos da sua vida pastoral, disse Dom Rino Fisichella, recordando sobretudo o apelo feito pelo Papa Francisco aos Judeus e aos Muçulmanos para encontrar no tema da misericórdia o caminho do diálogo e da superação das dificuldades que são de domínio público.

 

Outra característica da originalidade deste jubileu, evidenciada por Dom Fisichella, é o fato que ele se desenvolve nas sendas dos Missionários da Misericórdia, aos quais o Papa Francisco vai conferir a missão ad gentes de confessar e perdoar os pecados normalmente reservados à autoridade do Santo Padre, na Quarta-feira de Cinzas, mediante uma celebração na Basílica de São Pedro. Estes Missionários, sublinhou o Prelado, devem ser sacerdotes pacientes, capazes de compreender as limitações dos homens, e prontos a expressar o impulso do Bom Pastor, na pregação e na confissão disse.

 

Finalmente, Dom Rino Fisichella, falou detalhadamente sobre questões relativas a organização do Ano Santo partindo, antes de mais, da explicação do  logotipo que, disse, representa uma suma teológica da misericórdia e do lema que o acompanha. No lema, tirado do Evangelho segundo S. Lucas( Lc 6,36), Misericordiosos como o Pai, propõe-se viver a misericórdia seguindo o exemplo do Pai, que pede para não julgar e não condenar, mas perdoar e dar amor e perdão sem medida (cf. Lc 6,37-38).

 

O logotipo, prosseguiu,  que é obra do padre M. I. Rupnik, apresenta uma imagem - muito querida da Igreja primitiva, porque indica o amor de Cristo que realiza o mistério da sua encarnação com a redenção – mostra o Filho que carrega aos seus ombros o homem perdido. O desenho é feito de tal forma que realça o Bom Pastor que toca profundamente a carne do homem e o faz com tal amor capaz de lhe mudar a vida. Mas sobretudo com extrema misericórdia Ele carrega sobre si a humanidade, mas os seus olhos confundem-se com os do homem. Cristo vê com os olhos de Adão e este com os olhos de Cristo. Cada homem descobre assim em Cristo a própria humanidade e o futuro que o espera.

 

A cena é colocada dentro da amêndoa, também esta é uma figura importante da iconografia antiga e medieval que recorda a presença das duas naturezas, divina e humana, em Cristo. As três ovais concêntricas, de cor progressivamente mais clara para o exterior, sugerem o movimento de Cristo que conduz o homem para fora da noite do pecado e da morte. Por outro lado, a profundidade da cor mais escura também sugere o mistério do amor do Pai que tudo perdoa, disse Dom Fisichella.

 

Quanto ao Calendário das celebrações, Dom Rino Fisichella disse que é para ser lido numa tríplice perspectiva. Por um lado, há eventos que envolvem uma grande afluência de pessoas. Neste sentido, disse, quisemos que o primeiro evento fosse dedicado a todos aqueles que trabalham na peregrinação, de 19 a 21 de Janeiro. É um sinal que pretendemos dar para deixar claro que o Ano Santo é uma verdadeira peregrinação e deve ser vivida como tal. Pediremos aos peregrinos para fazer um percurso a pé, preparando-se assim para atravessar a Porta Santa com o espírito de fé e de devoção. É decisivo preparar aqueles que trabalham neste setor de modo a ir além da esfera do turismo e o fato que, em primeiro lugar, eles se façam peregrinos poderá ser de grande ajuda.

 

No dia 3 de Abril haverá uma celebração destinada a todas as pessoas que se revêm na espiritualidade da misericórdia (movimentos, associações, institutos religiosos). Todas as pessoas do voluntariado caritativo, por sua vez, serão convocadas no dia 4 de Setembro. O voluntariado é um sinal concreto de quem vive as obras de misericórdia nas suas várias expressões e merece uma própria celebração. Da mesma forma, pensou-se na esfera da espiritualidade mariana que terá o seu dia a 9 de Outubro para celebrar a Mãe da Misericórdia.

 

Não faltam eventos dedicados especificamente aos adolescentes que após o Crisma são chamados a professar a fé. Para eles haverá o jubileu no dia 24 de Abril. Um outro evento será destinado aos diáconos que por vocação e ministério são chamados a presidir à caridade na vida da comunidade cristã. Para eles haverá o Jubileu a 29 de Maio. No dia 3 de Junho, por ocasião da Festa do sagrado Coração de Jesus, celebrar-se-á o Jubileu dos Sacerdotes. A 25 de Setembro será o Jubileu dos catequistas e das catequistas que, com o seu compromisso de transmitir a fé, sustentam a vida das comunidades cristãs, em particular nas paróquias. A 12 de Junho, celebrar-se-á o jubileu dos doentes, das pessoas com deficiência e daqueles que, com amor e dedicação, cuidam deles. No dia 6 de Novembro, haverá o Jubileu dos presos.

 

Uma segunda perspectiva será concretizada através de alguns sinais que o Papa Francisco vai realizar, simbolicamente, atingindo algumas “periferias” existenciais para dar pessoalmente testemunho da proximidade e da atenção aos pobres, aos que sofrem, aos marginalizados e a todos aqueles que precisam de um sinal de ternura. Estes momentos terão um valor simbólico, mas, disse Fisichella, pediremos aos bispos e aos sacerdotes para realizarem, nas suas dioceses, o mesmo sinal em comunhão com o Papa, para que a todos possa chegar um sinal concreto da misericórdia e da proximidade da Igreja.

 

Finalmente, uma terceira perspectiva é dedicada aos muitos peregrinos que vierem a Roma individualmente e sem estarem envolvidos numa organização. Para eles serão identificadas algumas igrejas do centro histórico, onde poderão ser acolhidos, viver momentos de oração bem como de preparação para atravessar a Porta Santa, tendo em vista uma disposição mais coerente com o evento espiritual que é celebrado. Todos os peregrinos que chegarem a Roma, de qualquer modo, terão um percurso especial para atravessar a Porta Santa. Isto é necessário para permitir que o evento seja vivido de uma forma religiosa, com segurança e proteção necessária, concluiu Dom Fisichella, convidando todos a consultar o website oficial do Jubileu: www.iubilaeummisericordiae.va.

 

O logotipo

 

O logotipo e o lema colocados juntos oferecem uma feliz síntese do Ano jubilar. O lema Misericordiosos como o Pai (retirado do Evangelho de Lucas, 6,36) propõe viver a misericórdia no exemplo do Pai que pede para não julgar e não condenar, mas perdoar e dar amor e perdão sem medida (cfr. Lc 6,37-38). O logotipo – obra do Padre jesuíta Marko I. Rupnik – apresenta-se como uma pequena suma teológica do tema da misericórdia. Mostra, na verdade, o Filho que carrega aos seus ombros o homem perdido, recuperando uma imagem muito querida da Igreja primitiva, porque indica o amor de Cristo que realiza o mistério da sua encarnação com a redenção. O desenho é feito de tal forma que realça o Bom Pastor que toca profundamente a carne do homem, e o faz com tal amor capaz de lhe mudar a vida. Além disso, um detalhe não é esquecido: o Bom Pastor com extrema misericórdia carrega sobre si a humanidade, mas os seus olhos confundem-se com os do homem. Cristo vê com os olhos de Adão e este com os olhos de Cristo. Cada homem descobre assim em Cristo, novo Adão, a própria humanidade e o futuro que o espera, contemplando no Seu olhar o amor do Pai.


A cena é colocada dentro da amêndoa, também esta figura cara da iconografia antiga e medieval que recorda a presença das duas naturezas, divina e humana, em Cristo. As três ovais concêntricas, de cor progressivamente mais clara para o exterior, sugerem o movimento de Cristo que conduz o homem para fora da noite do pecado e da morte. Por outro lado, a profundidade da cor mais escura também sugere o mistério do amor do Pai que tudo perdoa.

 

 

 

Fonte: News.Va

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